quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tá faltando você!




E afim de seguir o critério ‘nós dois’, mais uma vez estou aqui perdida sem saber o que estamos fazendo, mais uma vez estou aqui me torturando para não te procurar, e mais uma vez tenho jurado que não vou me preocupar porque o que tiver de ser será. Prefiro acreditar que dessa vez vai ser mais fácil e que não vai adiantar você me ligar as onze horas da noite, quando eu já me dei por vencida, dizendo que ta com saudade e me quer por perto (quando muito). Isso porque nas ultimas vezes só a voz mansinha do outro lado da linha bastou pra que eu fosse dormir feliz e conformada. E ao escrever isso eu lembro a ultima vez que você ligou cheio de preocupações, isso porque o seu estava na reta, e me fez ficar pior do que estava desde o dia anterior. E quer saber? Esse seu egoísmo tem me cansado. Pra ser sincera, só por causa dessa paixãozinha incontrolável tenho permanecido aqui. Eu tenho engolido muitos sapos pra ter você e o máximo que tenho conseguido são seus beijos e carinhos em momentos escondidos e confusos. Não ta fácil continuar compreendendo (ou achando que compreendo) todos seus medos e tudo que tem nos feito agir assim: superficial, esquematizado, diferente do que somos. Você não sabe, mas pra aceitar essa necessidade de te ter comigo eu evito a cada dia lembrar de tudo que já passei, dos tantos trancos que a vida me deu. Porque você me deixa insegura, você não entende que a dificuldade não é só sua, você não faz acreditar que é sincero o que sente por mim, ainda que diga a todos que é. O máximo que eu consegui de você foram poucas frases que me custaram a dormir, foram mensagens que me fizeram sorrir e alguns dias pra guardar na memória. E eu não tenho te pedido mais que isso, eu não tenho te exigido exclusividade, eu só tenho tentado te fazer entender que é aqui o teu lugar. Mas você não entende. E vai chegar o dia em que você vai olhar pra trás e ver que teria acertado  ficando aqui, vai chegar o dia que você vai me procurar dizendo que quer uma chance pra consertar todos os buraquinhos que tem feito no meu coração, vai chegar o dia, e eu sei que vai, porque é sempre assim. Todos que eu tive certeza que não voltariam, voltaram . Só ta faltando você. .

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Paralelos Incertos




Eu sei que ele sabe que nós formamos sim um belo casal. Eu sei que, assim como eu, ele pensa em nós dois antes de dormir. Sei que independente dessa divisão de carinho o que eu sinto por ele continua aqui. Mas será que ele sabe o quanto eu tenho custado a dormir por sua causa? Sabe dos pesadelos que ando tendo desde que ele foi embora? Será que ele faz idéia do quanto eu torço a cada minuto pra que ele ignore meu pedido de distância com uma mensagem, ligação ou recado que me faça sorrir? Será que ele ainda vai se tocar do quanto tem sido burro me deixando partir, me permitindo tentar lhe esquecer? Não sei... mas eu vou por ai fingindo que comigo está tudo bem, fingindo que vai ser fácil esquecer todos aqueles momentos - das briguinhas bestas as reconciliações inesquecíveis -  e pedindo a Deus pra que ele também esteja fingindo que não se importa com nada que eu faça, diga e sinta. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Você tem me ganhado, baby.



E ontem eu passei o dia todo pensando em você, pensando em porque as coisas andam complicadas se eu sabia que seria complicado de qualquer forma e não evitei. Pensando no porque de mesmo sabendo que seria impossível qualquer futuro ao teu lado eu continuei agindo sem pensar, continuei te levando aqui dentro. Fiquei me perguntando onde estava com a cabeça, não só quando te dei o primeiro beijo, mas quando fiz por onde acontecer mais centenas deles. Eu tenho consciência de que essa paixãozinha já já passa, mas fico em dúvida se é uma forma que encontrei de me acalmar teoricamente. Ai você some, some, some e eu sinto sua falta, mas vivo como se nada tivesse acontecendo. E suspiro pelos cantos, e escuto músicas nossas pelos cantos, e lhe ouço em várias frases dessas músicas, e e e.. te sinto perto. Daí você aparece, eu suspiro, você me procura, eu suspiro, você me chama de linda e cara, você me ganha mais. A gente conversa vinte minutos como se houvesse alguma chance de ficar bem, de ficar perto, de se querer... mais uma vez. Mas depois você que me deu todas as certezas de que estava com saudades, transforma em incertezas todos esses dias que passaram, todos os outros dias que passaríamos, todos os seus quereres. E eu repito pra mim (pela milésima vez) o quanto você merece que eu lhe ignore, o quanto você merece a minha frieza, o quanto você não me merece. E eu ME prometo não lhe ligar mais, não lhe encher de mensagens, passar o próximo dia sem dar sinal de vida.. não só o próximo, todos os dias daqui em diante. Isso mesmo! Mas aí você vem e coloca no final da frase o 'meu amor' e eu me sinto reduzida, eu me sinto derretendo, eu me sinto idiota, boba... boba como há meses não me sentia. E olha, você tem me apaixonado. Olha aqui, presta atenção, tem ficado pesado pra mim esse jogo. Eu sou marrenta, sou chata, sou adulta, mas você tem me feito tão boba, boba, boba que eu tenho perguntado as minhas amigas se elas conseguem amar uma idiota. Eu juntei todas as forças e ignorei o fato de você ter me ignorado pela ultima vez do dia - me deixando no vácuo. Juntei todas as forças e parei de escutar Djavan, Banda Eva e Nando Reis que lembram tanto você. Me torturar pra que, né?! Vou dormir, dormir, dormir e 'eu gosto tanto de você que até prefiro esconder..' você ligando, ligando, mensagem, ligando e eu finalmente acordo e são quatro horas da manhã. A circunstância da ligação é ilária, impossível não sorrir. E a sua voz no outro lado me chama de 'amor' e eu me sinto a pessoa de repente mais feliz e linda do mundo. E você diz que me queria ali, você diz que sou eu que tô faltando. E eu sei que isso não vai impedir que você me ignore quando o resto do dia chegar, sei que não vai impedir que no fim da noite só eu fique sentindo a falta de alguém.. e mesmo assim começo a sorrir. Você que tem tudo que eu não posso desejar na minha vida é ironicamente a unica coisa que desejo hoje. Eu sei que você não poderia ficar aqui, eu sei que eu não poderia ficar ai, mas eu adoro fantasiar um nós dois onde só existe um. E a ligação acaba, eu não durmo... volto a me perguntar onde tá minha cabeça, e são várias perguntas, várias. Mas sabe quando eu me calo e me acalmo? quando lembro nós dois naqueles dias, no quanto rimos juntos, no quanto nos curtimos, lembro das vezes que todos diziam o quanto nós eramos parecidos, em como daríamos certo. E apesar dos pesares, eu entendo o porque dessa confusão. As coisas foram intensas, né? Não se pode esperar que o coração resista a intensidades. E só assim eu durmo.

domingo, 3 de abril de 2011




Engraçado como ele cresceu, pensei quando o vi. Fazia quanto tempo que não nos víamos mesmo? Anos, provavelmente. A carinha de criança não mudou, o mesmo olhar, o mesmo sorriso e a fofura intacta. Não poderia deixar passar o detalhe que mais me chamou atenção, as costas se alargaram e ele cresceu muito. Talvez já pudesse o ver como homem. E em alguns dias tive a confirmação. Digo a princípio que foi impensado, algo fora dos planos, um susto que não pegou só a mim. Quanta informação em tão pouco tempo, quanta entrega em meio tanto descaso. Cresci também. Meu sorriso talvez tenha feito o mesmo, tão grande o vi por tantos dias. Os nãos foram ignorados, afinal esse é o meu forte (infelizmente), e eu só vivi. Dias e noites que quanto mais proibidas, melhores eram. Um sentimento que avançava sem fim, que me prendia no presente e completava o que antes parecia não ser possível. O final tão previsível tinha seu prazo, o sentimento havia de morrer. Quem dera... não morreu. Nenhum fio, nem por um segundo, só permanece. Nosso plural tão crescidinho, ficou bem singular e... cretino também. Sentir-se sozinha é a pior das sensações. Mas, como qualquer coisa, passa!