segunda-feira, 13 de junho de 2011

O inverso que não volta.




Não era pra doer, incomodar, sufocar, interferir, mudar, angustiar, acabar, apagar, desorientar, torturar. Era pra ser leve, tranquilo, indiferente, corriqueiro, complemento, acaso, um caso, um modo. Era pra ser nós dois, tão amigos, tão queridos e (por que não?) tão íntimos. Era pra ser como achávamos que seria e não isso que se tornou. Não esse nó na garganta de querer algo e não saber o que é, por que é e se de fato se quer. Não essa velha necessidade de querer conquistar multidões, se sentir aceita, ser olhada como a mocinha que salvou o vilão, sentir-se amada. Mas ficou tudo tão complicado de entender, ficou tudo tão diferente do que era. E não tinha que ser assim, não devíamos estar agindo assim, você não devia ser tão solto assim, não, não devia. E agora fica essa angústia, essa interrogação, essa confusão por dentro, esse não-querer-te-querer com o mas-eu-to-te-querendo. Ficou o lembrar daquele beijo que complicou tudo porque era pra ser só a diversão, era pra ser só a confirmação de todas as nossas brincadeiras, era pra ser tudo que não foi, o inverso do que ficou, o inverso do que se transformou. Era pra ser você e eu e não mais esse caso complicado que só um lado se preocupa. Era pra ser o inverso de nós dois só por um momento e a retomada do que sempre fomos no momento posterior. Mas nós dois não retornamos e, talvez, fiquemos por lá.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

o TEU nome.


E sabe qual a novidade agora? Tudo tem seu nome. É, pode rir. É para rir. Até eu tenho sorrido a cada nova aparição inesperada e involuntária tua. E sabe, eu fico pensando, isso é coisa de quem? Que brincadeira sem graça da vida, não? E não é frescura, exagero ou drama. A questão é que agora o armazém tem seu nome, o lava-jato também, os entrevistados de programas quaisquer, a criancinha trelosa que obriga a mãe a chamá-la trilhões de vezes ao pé do meu ouvido, aquela loja de cerâmicas e o pintor (mais que provisório) da academia que eu malho a tempos carregando uma blusa com o TEU nome em letras de fôrma, maiúsculas e negrito. E diante disso tudo, a minha unica certeza: te esquecer tá difícil pra caralho, viu? Cadê o "vai passar" de meses atrás? Cadê a distância que eu prometi a mim mesma e não consigo cumprir? Cadê a Thaís tão cheia de egoísmo no quesito amor? Onde foi parar meu ego, meu dengo, meu 'foda-se'? Num momento em que tudo tem se perdido, a unica coisa que tem ficado intacta tem o teu nome. E olha só, é você!