quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Inesgotável



“Tudo que é bom dura o tempo bastante pra se tornar inesquecível.”

Tempo o bastante? Que papo é esse? Aceito que jamais esquecerei aquela sensação que ele me proporcionou, nem a química desde o primeiro instante. Confesso que seria impossível esquecer aquele sorriso de canto de boca, e a delícia que era ter que tê-lo às escondidas. Mas dizer que tenha sido o bastante... Existe limite quando se gosta? Ser feliz com alguém tem tempo aceitável de se chegar ao fim? Aqueles momentos nossos e infinitamente lindos tinham que ter acabado assim... do nada? Concordo no quesito inesquecível.  Mas e quando esse tempo é tão pouco perto do que eu desejei? E quando esse tempo não foi o suficiente pra me fazer aceitar que chegou ao fim? Sempre tive dúvidas questionáveis a respeito do tempo que levavam minhas relações amorosas. Umas que acredito ter levado longe demais, outras que não deveriam ter passado do primeiro instante ou aquela, em especial, que poderia ter durado anos e ainda assim não me bastaria.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Idas e Vindas... Idas


Algo aqui no fundo dizia que iriamos dar certo. Depois de tantos sorrisos, intimidades e carinhos recebidos, como eu iria duvidar? Acreditei a ponto de desentortar todos os caminhos que me tiravam de você. Ignorei os nãos da vida, os acidentes de percurso. Ignorei a minha intuição que nunca falha, mas que depois de tanto amor, afinal, não poderia estar certa. Naqueles dia a janela esteve aberta, assim como o coração, e eu enchia os pulmões de ar pra suportar essa demanda sem fim que vinha de você. Eu acreditei nesse meio amor mesmo quando tudo desandou e ficou pesado. Acreditei quando você sumiu, quando ficou cansado, quando me mentiu, quando confundiu tudo. Acreditei quando descobri que a merda era minha, que a merda era sua, que uma merda daquela não podia, no fim das contas, dá realmente certo. E por que porra eu continuei acreditando tanto assim naquilo? Você foi e voltou, foi e voltou, foi e voltou e depois só foi. E ao contrário do que pensei não esperei sua volta e, por algum motivo, não espero. Aprendi a esquecer pra fazê-lo lembrar. E agora to aqui com o sorriso no rosto enquanto vives fantasias e aprendes a ser menos idiota com quem tem paciência pra ensinar. Coração tolo esse o teu que viaja sem destino e deixa tantos para trás, deixou o meu para trás. Quem sabe ele aprende a acreditar e volta? Quem sabe eu já esteja desacreditada e o mande ir? 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Autocontrole


Eu e minha mania chata de escrever tudo que me vem a cabeça. Cá estou eu com essa minha compulsão de escrever palavras desmedidas sobre um algo tão secreto de tão meu. Sai de mim esse desejo de afirmar meus sentimentos mais prolongados, sai de mim essa alegria de ter bem o que escrever. Metade das pessoas que me leem desejam me ler de fato. Todas elas trazem as curiosidades que me rodeiam. Fica pra outro dia, quem sabe?! Não vou falar daquele nome por hoje. Não dessa vez.

Interrogações


E daí que eu ainda sinto o teu cheiro e reconheço tua voz de longe? Não é por que eu lembro da camisa que você vestia e cada palavra que engenhosamente dizias, nem é por que ainda me pego sorrindo ao pensar nas tuas esquisitices e no teu jeito que de tão tão irritante se tornava engraçado. Nada disso vai confirmar as hipóteses que alimentas ao meu respeito. Ou vais dizer que o que eu trago são reflexos do que um dia senti e não confesso que ainda sinto? Vai continuar com essa puta sacanagem que é desdenhar dessa minha loucura? Paro e penso um pouco... Mas quem se importa? Adiante um e daí pra alguém que não tá nem aí? Esperar dizeres e confirmações de uma pessoa que nem sabe o que fazer na vida daqui há dez minutos? Que perda de tempo! Tão mais prático se concentrar no "e daí que ele é idiota? Vai dizer que isso me importa?".
                     Não importa. Pois é, pois é.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Meio termo.


Tá mesmo difícil ser eu. Tá complicado ser tão impaciente, ser sincera demais, explosiva ao extremo.  Meio termo nunca me agradou, equilíbrio nas palavras não faz o meu tipo. Bem no estilo bateu-levou, acabo por meter os pés pelas mãos, acabo agindo segura demais e inconsequente demais. Talvez devesse medir mais as palavras ou, até mesmo, aprender a ficar calada. Quem sabe, afastar-me por completo das pessoas que fingem ser o que não são e me dão nos nervos, afastar-me das pessoas cobertas de futilidades, injustiças e frescurites que me irritam profundamente. Tá difícil segurar o "basta", manter-me tranquila, não revidar. E não é que eu não queira... é só que não sou assim, não fui criada assim. Meu instinto fala mais alto, meu corpo tem sede de verdades - escutadas ou faladas, mas concretas. Se vens e me falas mentiras ou injustiças, despertas em mim a minha verdadeira essência, minhas frases desmedidas e cobertas do que precisas escutar, coberta de verdades guardadas por tantos outros que não tiveram coragem de despejar em ti. Não sou dona da verdade, nem tenho pretensão em ser. Tenho opiniões formadas e sou aberta a mudanças sim, por que não? só precisa me convencer. Não desejo o pior a ninguém, nunca desejei. Uma pitada de distância sempre resolveu. Com o trato (que fiz comigo mesma) de que o meu silêncio é inversamente proporcional às mentiras ao meu respeito e o despeito da pessoa em questão. Tenho plena consciência de que se eu quisesse viveria uma vida tranquila, suave, calminha. Viveria paciente demais e esgotada de menos. Mas isso não me faz retroceder um passo sequer. Tá difícil ser tão, e somente, eu. Ta difícil aceitar ou acertar o meio termo. Quem liga? Foda-se!