terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pensamentos Soltos


Tanta coisa engasgada, tantas frases cortadas, palavras engolidas. Tenho reprimido o pensamento, reprimido essa confusão que não pára de crescer e que, ainda assim, eu ignoro. É complicado viver de amarras, viver de cacos colados às pressas, de nós atados em linhas imaginárias. Alguém do outro lado me compreende? Acho que não e tenho cada vez mais certeza do quanto tenho feito tudo parecer tão fútil, tão dramático. Cada vez mais certeza de que as minhas verdades só me convencem. E em um pulo, da noite pro dia, resolvi reprimir tudo. Resolvi repetir mentalmente o "não fala sobre, não fala sobre, não fala sobre" pra reforçar minha ideia irreversível de que não falar sobre talvez seja a solução. E quando não falar sobre me faz pensar muito, muito, muito... eu coloco qualquer música alta que me faça pensar em performances. Porque sim, performances me fazem viajar num universo mágico de tão clichê. E qualquer universo me parece preferível nesse terror que é tentar escapar de algo o qual faço parte e desconheço. Complicado, desalinhado, incompreensível... igualzinho a mim. Esse jeito torto e confuso, lúcido e desconfigurado. Não falo sobre, não falo sobre, não falo sobre. Agora sim posso dormir...


Foto: Gabriela Nery. Quer mais? Clica Aqui! <3

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Alguns Detalhes


Quantos meses eu passei me torturando por causa de um descaso, de uma indiferença, por causa de um alguém que pensei ter me esquecido, ter partido, ter me apagado. Quantas lágrimas caíram, quantos nãos eu me dei de reprovação por continuar ali na janela, por esperar seu rosto em minha direção, por desejar nossos corpos dividindo aquela cama pequena. Foi tanta saudade dolorida, foi tanto aperto no coração a cada novidade, a cada mudança de planos. Era difícil, e ainda é, ser apenas uma telespectadora daquela novela que mal começou e que, de alguma forma, me sinto fazendo parte. Não que eu interfira, não que eu decida algo, não que minha presença seja notada, mas sei lá... quando te sinto eu me sinto e não sei explicar. Só sei que respirei aliviada ao descobrir que existia saudade do lado daí. Respirei mesmo ciente de que isso não vai mudar qualquer rotina, não vai mudar os projetos novos. É que foi um alívio descobrir que existia algo além do nada que eu esperava nutrir em você. Foi um alívio saber que eu talvez não tenha chorado completamente em vão e isso muda um pouco o meu passado tão singular. Me ver te faz sentir as mesmas saudades que eu sinto, te faz lembrar do quanto aquilo foi bom. Me ver te faz pensar em como a mudança da cor dos meus cabelos me fez voltar a ser quem eu era contigo e, por isso, tão linda de novo. Coisas simples que fazem tanta diferença pra mim que fiquei por aqui. E fico contente por ter ficado, por ter pulado fora dessa loucura que tu vives. Quem sabe um dia voltas tranquilo? Caso contrário, seja feliz!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Desabafo do dia:


Você é um filho da puta! E não ligo se você, sua ex, sua atual, seu primo, seu tio, sua mãe ta lendo isso. Não ligo se a puta que pariu for contar dessas palavras, desse meu texto e de tudo que transbordo em cada palavrinha, porque eu sei que você sabe de tudo isso e sei que, provavelmente, se esforça pra ser exatamente assim. Você e essa sua carinha de "mamãe passou açúcar em mim", você e esse seu jeito de "não me esquece, tô aqui oh!". E eu cansei de me lamentar, de te ver e me entregar as lágrimas, de acreditar em qualquer palavra sua, qualquer gesto seu. Não vou ceder às tentações que eu mesma me coloco, não vou deixar transparecer qualquer sentimento, qualquer desespero. Você não merece! Esse é o último texto que escrevo sobre você, mesmo que eu não tenha certeza do que tenho falado.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Você que nunca vai, mas nunca vem...



Você me assusta. Já te disse isso algumas vezes e você pareceu nem entender ao certo. É que esse teu rosto milimetricamente harmonioso, esse teu sorriso que grita um “vai besta, me perdoa mais uma vez e fica mais”, essas costas infinitamente linda por ser tão única e que me faz pensar no quanto me fez segura... me assustam tanto. Não gargalha que isso assusta. Não me olha que assusta. Não elogia que isso, nossa, isso assusta. Não caminha em minha direção, não me toca assim com esse desdém, com essa certeza que eu passei, essa indiferença me assusta. Me assusta até quando já não deve mais, até quando eu já acho que não me assusta. Você e essa sua vida pacata que me transformou nessa menina pacata. Você e essas suas escolhas erradas que me fazem questionar se serão sempre erradas. Você e essa sua mania de ir, mas ficar sem se dar conta, sem se preocupar. Você que me deixou tão só mesmo sendo tão plural e nem desconfia e nem imagina. Você me assusta. Me mantenho distante, não nos falamos mais, não sei sua rotina, nem quero saber, não sei como andas, não sei com quem fala, não sei se tu acerta, só sei que tu ama, só sei que tu vive e ainda assim essa porra não muda em nada! Como você me assusta. Como você e essa merda de sentimento que não desgruda me assusta. Como essa sua ausência de meses me assusta, como sua presença em minutos também. Se vais, se vem, se ficas, se some. Você e essa sua mania de merda de ser lindo demais, idiota demais, cretino demais. Você e essa sua mania de se fazer odiar pra depois se fazer amar duas vezes mais. Você estúpido, arrogante, irônico. Você um doce, uma graça, uma piada. Você e essa coisa de ser você tão meu. Você me assusta - e eu já nem posso repetir isso outra vez - da mesma forma que me falta. É isso!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Meu mantra!


Que mania boba essa de ser boa o tempo todo, de agradar todo mundo, de pensar mais nos outros do que em si. "Não quero magoar", "não quero torturar", "a culpa no fundo é minha", "fui eu que procurei". STOP! Que cobranças são essas? Quão cansativa tua vida fica ao se questionar tanto, ao se esforçar tanto pra quem não merece? E mesmo que mereça algo... em que lugar te colocas? Mania boba essa de se anular, de se julgar. Mania boba de levar o mundo nas costas tampando buracos que as vidas alheias fizeram. Para um pouco, menina. Te cuida, te ama, te protege. Não precisas de quem não te precisa. Não tente não magoar se isso te magoa. Deixa de lado essa mania boba que é ter manias bobas demais. VIVA! e viva letra por letra.