sexta-feira, 27 de abril de 2012

Prioridades...


Você com certeza já teve um amigo ou amiga que se afastou depois de conhecer alguém.


Bom, eu sei que pessoas novas entram em nossas vidas o tempo todo, sei que algumas ficam, sei que algumas só passam e sei que às vezes podem levar outras junto. Mas quando uma dessas que se vão é super importante pra você? E quando algo é capaz de cegá-la a ponto de não perceber o desarrumado que deixou ao partir? É assim que me sinto hoje. Ficou tudo meio incompleto, tudo meio desarrumado, uma felicidade um pouco inventada.

É complicado esse lance de entregar tanto amor a alguém e esperar exatamente o mesmo em troca. Raramente o retorno é "perfeito". E até aí tudo bem, quem não erra? Eu vivo errando e me redimindo (caso realmente me importe). Mas ninguém se redimiu. E talvez esse seja o problema. Acabo medindo minha consideração, meus feitos, meus defeitos a todo momento que lembro e acabo me torturando com essa ida sem retorno. Porque mesmo que volte, mesmo que diga o que esqueceu, mesmo que incessantemente peça desculpas, nada voltará a ser o que era. Eu não sou mais a mesma que ficou aqui, que custou acreditar no que acontecia e que só com um tempo chorou. Ninguém se deu conta.

Pode parecer exagero dizer que é tarde demais e ignorar a mensagem que devia ter chegado há três meses. Mas eu sou assim. Me entrego demais, sou boba demais, acredito demais... só uma vez (mesmo que não pareça). Não sinto raiva, só mágoa... e sei que uma conversa a faria passar. Mas não costumo esquecer os passos de alguém que me feriu, não consigo olhar pra frente e esquecer tudo de fato. Por mais que eu perdoe, e perdoo de coração sempre, a memória não falha e a cicatriz não some. E quer saber? Poderia passar horas escrevendo o que realmente senti, o que eu sinto e minha opinião acerca de tudo isso, só que um dia eu aprendi que não vale a pena. E não foi sozinha.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Inércia


Difícil mesmo é manter o sorriso enquanto sinto o coração arder. Fingir que não tá incomodando, que é natural, que vai passar. Tanta coisa acontecendo e eu inerte. Não quero dar um passo a mais, não quero ancorar aqui, não sei o que quero. Só sei que tenho sentido a mente pedir socorro intuitivamente, e que meus olhos estão perdidos a procura de algo que nem conhecem ainda. Achei que já tivesse aprendido todos os sinais de dor. Achei que meu corpo fosse capaz de suportar um surto, manifesto e apelo sem se flexionar e comprimir. E é assim que me sinto: encolhida em forma de bolha dentro de mim. Complexo e compreensível. Tá bem difícil desencontrar os erros e as mágoas. Tá difícil desabrigar até mesmo minhas lágrimas. Completamente, fixamente, majoritariamente em inércia. Não retrocedo e nem me esforço pra que alguém compreenda porque a única coisa que compreendi até agora, pra ser sincera, é que tem doído da mesma maneira que tem esfriado. Às vezes uma pancada, às vezes algo mudo. Nenhum choro, nenhuma gargalhada, nenhum ato. Só um nada no nada. E eu.