Existem dias que uma força absurda nos empurra pra baixo e não há nada capaz de nos fazer emergir. É assim que eu me sinto agora.
O quanto me custa admitir esses fracassos não caberia aqui. Um dia desses, para mim, é como me consagrar perdedora. E eu sei que não sou.
Eu só queria, em alguns momentos, me sentir merecedora. E dias como esse simplesmente me martirizam. E a culpa é de quem? Minha? Deles? Dessa vida?
Prefiro acreditar na lei do propósito, embora me doa por saber ser um mero consolo. Embora eu saiba que o meu consolo mora longe de tudo isso.
O problema, eu sei, é que no fim das contas, o que a gente quer mesmo é ser. Ser pra alguém. E isso custa.
domingo, 25 de maio de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Pontos nos i's
Você não merece nenhuma frase desse texto e dito isso, espero ter desistido dele antes do fim. Espero não ter tido coragem de mencionar que sem você as coisas perderam um pouco o sentido. Você e suas mentiras não merecem sequer uma lembrança minha, não merecem fazer parte de um passado meu, não merecem nem o título de "coisas ruins que nos ensinam a viver" porque o seu "ser pouco" não atinge o mínimo de significado exigido pra fazer parte de algo que foi sincero. Mas, ainda assim, você está em mim.
E eu pude jurar, depois daquele dia que você chegou e perdeu os sentidos quando me viu, que a distância cortava de um lado só. Você por alguns instantes desaprendeu a sorrir enquanto eu sorria, então eu tive a certeza de que a intacta, por milagre divino, era eu. E depois disso eu respondi a todos os cristãos incrédulos que, dessa vez, eles podiam acreditar, eu não atuava mais naquela peça que de tão antiga parecia sem fim. Ninguém acreditou. Com toda razão.
Sua ida sem volta foi tão mal planejada quanto aquele dia que você resolveu sair escondido de mim. Você é burro demais até pra ser ruim. Embora ruim você já seja. Mas isso não entra em questão quando a questão é que você voltou. E entrou pela porta que não era e nem poderia ser mais sua. E eu te deixei ficar. Te deixei ficar enquanto minha mente parecia não funcionar. Só que em vários instantes desde a sua permanência inconstante, eu pude me lembrar de tudo que você me fez e me faz sentir.
E esse texto, que começou com a pretensão de só avisar que você ainda existe em mim, já não faz sentido, igual a tudo que envolve nós dois. Esse texto, e todas as suas possibilidades, só me servem pra dizer que você não só existe em mim como quase não existe. Seus passos em falso são um convite pro esquecimento e, como eu não consigo te dizer não, tenho embarcado no desprendimento. E não, eu não desisti do texto, mas desisti de você.
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