Sabe o que eu não entendo? Gente que se satisfaz com a tristeza alheia. Gente que torce pra que os planos de alguém dê errado e se irrita quando não dão. Eu não consigo entender quem só é feliz, ou pensa que é, quando o resto do mundo não tá, quando o namoro do cara ou da garota que lhe chutou vai por água abaixo. Parece até que isso o fará voltar, parece até que não percebeu que ele não escolheu outra, ele escolheu não a querer, apenas. Eu não entendo gente que insiste em não aceitar que existem mudanças nessa vida, que se algo passou é porque não deveria ter ficado e que desejar tudo de ruim não vai fazer voltar. É difícil aceitar que pessoas com vidinhas medíocres se ocupem em desejar a mesma vidinha a quem não tem. E não tem porque não aceita, porque vive, porque se preocupa em não se tornar esse tipo de gente. Os bons, felizmente, ainda existem. Ainda bem!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Palavras Cruzadas
- Que cara é essa? Por que tens falado tão pouco?
Oi, querido. Essa cara é de quem passou a noite toda chorando. A cara de quem a deu pra bater e recebeu uma pancada que dói até hoje. Essa ausência de sorriso é só consequência dos inúmeros questionamentos que trago no peito, dessa vida sem sentido que vivo porque é preciso e que é preciso porque, sim, eu vivo, apesar, afinal. Bateu cansaço de escalar montanhas intermináveis e despencar em queda livre. Bateu uma tristeza de apertar a alma porque eu senti saudade das três da tarde até a hora de conseguir dormir. Aí eu prefiro guardar palavras, sabe? Também cansei de falar, falar, falar e nada resolver. Cansei das minhas frases repetidas, das inúmeras explicações que inventei pra me convencer da necessidade de perdurar nesses sentimentos ou para vê-los perdurando em mim. Cansei também das autocríticas e de xingá-lo, nunca me faz mudar em nada mesmo. E olha, ta vendo essas olheiras? Essa cara amassada? É que atrás disso tudo tem algo machucando, torturando, invadindo. Talvez seja excesso de lágrimas, porque eu também cansei de chorar em vão. Tá bom, confesso, vez ou outra ainda as aceito pelas bochechas, me engano de que depois delas me sentirei melhor. Mas minto. Minto porque o que quero é me sentir sofrida, me sentir arder. Uma vez esse lance de se entregar a dor deu certo pra mim e é por isso, também, que eu calo. Tu me conheces, amigo. Sabes que quando eu falo muito me confundo, me contradigo. Tenho aceitado calada pra me confundir menos o confundindo mais. Ta entendendo? Não, né? Mas não te preocupa, eu também não entendo. Eu chorei essa madrugada porque não me entendo e porque percebi que talvez isso nunca aconteça. Me senti bem perdida ao constatar o tempo que provavelmente perdi ou tenho perdido. Ele voltou e eu não voltei, amigo. Entendeu? Ainda tô a espera do que se foi ou, até mesmo, do que se vem. Como eu posso não chorar? Como eu posso espalhar tantas palavras mal encaixadas por ai? Essa minha cara é de quem chora escondida pra não ter que explicar tanta coisa sem sentido. É isso.
- Nada não. Só é sono!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Se...
Como se tudo estivesse por um fio. Sinto uma dúvida nunca antes sentida, ideias embaralhadas, certezas absolutamente falhas. Dois mundos completamente diferentes e a minha incerteza no meio. Às vezes a vida te apronta cada uma... Às vezes um momento estraçalha uma eternidade de sentimentos e você nada pode fazer se não aceitar. Ou, caso contrário, assim como eu, mergulhar pra relutar. Tentar catar os restos, colar os cacos e se segurar pra não jogá-los propositalmente ao chão. Às vezes esse lance de consertar algo cansa e uma vontade súbita de tentar o novo te invade. Invade com toda força. É como você ter consciência de todas as vias, buracos e fontes e, ainda assim, preferir a estrada nova repleta de novas boas e ruins surpresas. A mesmice cansa a alma mesmo. O descaso toma espaço sem pedir licença. E que loucura essa vida dividida. Que loucura desejar com a mesma força os opostos, querer seguir em frente sem abrir mão de algo e não poder. Sabe quando você sabe exatamente o que fazer? Pois bem, eu não sei.
meu troco!
Você escolhe farrear e fazer a sua garota sofrer, amanhã ela fará o mesmo. Resolve ignorar todas as lágrimas, todos os pedidos de piedade, toda a manifestação digna de pena... Você não olha pra trás, não telefona, some por três dias, não faz nada. A vida te cobra, moleque. Nós mulheres nascemos com a incrível facilidade de se entregar inteiramente a dor, deixar cada parte do corpo arder, sentir a pulsação perder a força e, ainda assim, caminhar. Crescemos aceitando que as lágrimas por vezes virão (mas secarão), que aquele menino nos fazendo chorar vai voltar lá na frente com a maior carinha de idiota. É a lei da vida, moço. Isso te lembra algo? Que pena, já
...Uma escolha errada e tudo a sua volta muda!
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Indagações...
E como eu explico esse apego que não me vai? Como eu explico a felicidade súbita na qual sou vítima sempre que estás perto? Que sorriso tão meu é esse? Que risada tão minha é essa? Como faço pra explicar essa atenção antes não tida? Como faço pra sobreviver a esse tormento que me proporcionas? Como vou explicar meu sorriso de canto de boca, meu rosto surpreso, você na minha cabeça a noite inteira? Como fazer pra aceitar que voltastes aos meus sonhos? Como não te deixar mais partir? Se Caio estivesse vivo me compreenderia: "Seria apenas mais uma história, se não tivesse tocado a alma!"
Concordo.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
2012
O fim de ano passou e eu não tive vontade alguma de escrever aqui. Sou meio avessa a esse sentimentalismo todo que invade as pessoas nos últimos dias do último mês e que, por algum motivo, some a partir do dia 01. Meus votos aos melhores amigos são sempre feitos, meu bem querer a minha família é exposto o ano todo e a única coisa que faço rigorosamente é uma prece a papai do céu. O único responsável por cada segundo da minha vida e o dono de cada momento que eu vivo.
As pessoas deviam pensar assim, sabe? Deveriam refletir as conquistas todas do ano, ao invés de questionar as partes dolorosas. Quem não derramou uma lágrima? Quem não brigou com um amigo? Quem não viu um amor indo embora? Tão normal. Nenhuma vida faria sentido sem altos e baixos. E qual felicidade existiria num sorriso que por tanto tempo se escondeu? Como brilharia tanto um olhar sem lágrimas? Os dias de um ano não resumem uma vida inteira. E esse lance de dividi-la em partes é a maior furada. As pessoas se concentram em mudar só porque o ano tá acabando, ou deixam pra começar no ano novo o que se pode fazer em qualquer dia.
Mais que isso. As pessoas pedem mais maturidade e são infantis, pedem paz e são violentas, exigem um mundo que aceite as diferenças e são preconceituosas, pedem amor e plantam a raiva. Como esperar um mundo de bons fluidos? Não são todos os votos pro ano que chega ou todos os abraços, algumas vezes falsos, que fará dele especial. Comece sem esperar do mundo algo que nem você é capaz de dar. O ano novo não faz de você uma pessoa melhor. Compreenda que você colhe o que planta.
Comece o ano desejando a mudança em você! O resto vem. Feliz ano novo :)
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