Difícil mesmo é manter o sorriso enquanto sinto o coração arder. Fingir que não tá incomodando, que é natural, que vai passar. Tanta coisa acontecendo e eu inerte. Não quero dar um passo a mais, não quero ancorar aqui, não sei o que quero. Só sei que tenho sentido a mente pedir socorro intuitivamente, e que meus olhos estão perdidos a procura de algo que nem conhecem ainda. Achei que já tivesse aprendido todos os sinais de dor. Achei que meu corpo fosse capaz de suportar um surto, manifesto e apelo sem se flexionar e comprimir. E é assim que me sinto: encolhida em forma de bolha dentro de mim. Complexo e compreensível. Tá bem difícil desencontrar os erros e as mágoas. Tá difícil desabrigar até mesmo minhas lágrimas. Completamente, fixamente, majoritariamente em inércia. Não retrocedo e nem me esforço pra que alguém compreenda porque a única coisa que compreendi até agora, pra ser sincera, é que tem doído da mesma maneira que tem esfriado. Às vezes uma pancada, às vezes algo mudo. Nenhum choro, nenhuma gargalhada, nenhum ato. Só um nada no nada. E eu.

Só um nada no nada. E nós.
ResponderExcluirTo aqui.
Ps: lind lindo texto! :)
Esse comentário é o mais lindo ever! <3
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