segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Choveu Tristeza em Mim


Eu poderia jurar que era só costume e que em pouco tempo esqueceria, haveria de ser assim porque meu coração aprendeu a ser forte, pensei, mas fui contrariada pelos dias que se passavam aos montes e não levavam minhas lágrimas. O telefone trabalhava em conjunto com meu coração que a cada chamada saltava e parecia querer explodir com a possibilidade de ser aquela voz do outro lado da linha, aquela voz tão minha. Intuitivamente o procurava em todos os rostos e lugares e formas que, pensando bem, era a certeza de que eu nunca estive imune. Eu no fundo sabia que seria impossível encontra-lo na portaria do meu prédio depois de todas as frases ditas, impossível encontrar em qualquer canto que fosse. Deveria ter acreditado quando me prometeu sumir, talvez eu mesma deveria ter sumido quando ele parou de enxergar em mim o que eu nunca deixei de ser. Mas fiquei aqui com todos meus segredos e versos e frases viciadas. Fiquei porque achava que ele também ficaria e quando ele se foi minha alegria escorreu como chuva e eu me senti desmanchar. Cada cantinho do meu corpo chorou com a falta do toque e agora a nossa música ressoa lentamente em minha mente cheia de frases que fazem e desfazem o sentido, meus sentidos. 

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