sábado, 15 de março de 2014
Rabiscado assim
No cantinho da agenda estava ele. No meio dos corações em frangalhos, no meio das inconstância, no meio de todo descaso, ele estava intacto. Não parecia que alguém podia sobreviver a tantos fracassos. Ninguém um dia pôde imaginar que havia no meio de tanta sensibilidade aquela força. E nos gestos, nas trocas de olhares, na reaproximação, ele soube provar que valia tanto.
Um dia questionaram sobre sua bondade e ele sorriu. Ele sempre sorria quando tentavam lhe compreender. Ninguém poderia. Ninguém jamais acompanharia. O coração dele tinha amor demais e ele não perdia tempo lutando contra isso. Ele tinha amor e ele o dava. Sem medida, sem pesar, sem esgotar. E as pessoas nunca souberam lidar com isso. As pessoas não tinha bagagem pra levar aquele tanto de amor que ele entregava.
Talvez ele ache, em alguns momentos, que é o culpado. Mas ele sabe que o seu amor não recebe o aconchego que devota porque não tem no mundo um outro alguém que acredite nesse amor tão limpo e não tem também quem o mereça. Ele fala amor, sorri amor, chora amor. E quem no mundo já viu isso? E quem no mundo acreditaria nisso?
Ele era o coração mais lindo de qualquer agenda. O coração cheio, o coração saudável, o coração com a cor mais viva que já puderam colorir. E ninguém descobriu, até hoje, o que fazer com tanta ternura. Ele às vezes sufocava. E sabia. Mas nunca deixou de o ser porque sabia que era muito e nunca quis ser menos. Ele era o que tinha de melhor.
E ela? Naquela vida ela não o merecia e só por saber ser tão pouco amor perto do amor dele, se fez agenda. Ele era dela. Em rabiscos. O coração.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Tate, que ahazo! <333
ResponderExcluirMe diz os livros que vc mais gosta! Beijooo <3
ResponderExcluirOs preferidos: todos de HP hahaha <3
ResponderExcluirBrigada! :*