terça-feira, 15 de abril de 2014

Lindo como um sonho!


Não sei exatamente que horas eram, mas ainda era cedo. O cheiro docinho do frio que resta pela manhã tava em todo quarto. Fazia tempo que abrir os olhos não era tão prazeroso. Ele estava ali, do meu lado. Ele e o seu sorriso bobo. Meu Deus, como alguém conseguia acordar tão lindo assim? Ele era lindo demais pra aquela cama, pra aquele quarto, pro meu baby doll. Lindo demais pra se encaixar em qualquer lugar desse mundo e isso era um tormento que particularmente eu amava ter.

Ele não sabia, mas eu havia sonhado com ele. E quando ele me puxou de encontro ao seu corpo ainda quente me desejando bom dia, a voz embargada e tão linda de sono me fez espremer os olhos na tentativa de despertar. Como que eu, com toda minha complicação, tinha conseguido arrastar aquele homem pro meu lado da cama? Eu não lembrava do momento ao certo que tinha o ganhado, mas quando ele encostou o nariz gelado no meu pescoço e ficou por vários minutos, eu tive certeza de que ele era meu.

Ele nunca foi do tipo que se rendeu ao meu aconchego e, lá pelas tantas dos dias, eu já tinha desistido. Ele era livre pra ser o homem sem compromisso que tanto amava e eu, mesmo presa, era a mulher sem compromisso que jamais quis ser. Mas nessa manhã, quando ele dificultou minha respiração com o peso do seu braço e deixou minha perna formigar com o peso da sua, eu mal pude acreditar, mas sim, ele era meu.

E agora já é final do dia, ele disse que quer me ver outra vez, que quer um dengo, o nosso chamego. E eu só quis dizer que sou toda dele, como já era há alguns dias e como fui a noite toda. Quis dizer que nunca imaginei tê-lo me querendo tanto e que a nossa música agora já tinha todo sentido que faltava. Mas não deu tempo... o despertador tocou.

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