quarta-feira, 16 de julho de 2014

Reflexo


Hoje eu acordei e não lembrei meu nome. Meu corpo mudou, meu rosto também, não pareço quase nada com a pessoa de uns meses atrás. Isso é bom quase sempre. Cada esquina me trás algo novo, cada rosto também. Minha percepção sobre tudo é outra, completamente nova, completamente leve.

Eu tenho tentado me entregar a isso. Tenho reprimido meu medo, minhas angústias, minhas expectativas. Tenho tentado ser intensa na medida certa. Confesso me perder várias vezes e, não saber bem quem eu continuo sendo, faz de mim uma dúvida. A minha emergência é um perigo latente.

Aprender a ser sozinha é lembrar sempre quem se é e isso faz de mim uma aprendiz em tempo integral. Eu vivo me perdendo nesse novo. Pessoas chegam sem pedir licença, eu chego sem pedir licença, mas depois da despedida, quem ficou aqui? Eu quase nunca sei bem quem eu deixei me levar. Só que sempre me levam.

No espelho um olhar pertinente me encara como quem sabe exatamente o que quer e onde se quer estar, e me deixa um sorriso de "relaxa, estamos bem" . O labirinto nunca me angustiou, instigou. E eu sei que mudei, eu sei que eu sou o que eu quiser ser. E vou ser o que me convir enquanto eu quiser. Não pira!

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