sexta-feira, 19 de agosto de 2011

no fundo, eu sei que é!


Eu quero que você me diga todas as palavras que dizes nos nossos encontros só mais uma vez, quero que sejas aquele príncipe que me ganha a cada aparição só pra que eu não guarde tanta saudade pós-despedida. Eu quero que me toques sutilmente, naquela medida, na nossa medida, me ganhando cada vez mais. Quero seu jeito atrapalhado bem aqui, a mania que tens em persistir com aquelas tuas manias ridículas que me tiram a paciência – como o som nas alturas do teu carro – só pra quando chegarmos em casa e deitarmos na cama pra falar sobre nosso dia, como de costume, eu te olhe tão lindo, tão preocupado, tão atencioso e tão infinitamente capaz de me fazer esquecer o bobão que és. Eu quero mais ligações com o “minha princesa” na voz linda que só eu conheço e no jeitinho tão teu só dado a mim. Quero você, tão homem, sendo o meu bebê aqui e agora só pra que o mundo pare um pouco e essa minha mania chata de complicar a (nossa) vida cesse por um tempo e me faça tranquila. Eu quero, principalmente, não ter que admitir que a sua presença é a força que gera estabilidade e felicidade sem fim a mim, e que eu sinto, mesmo depois de anos, que a minha necessidade por você pode ficar implícita por vezes, mas nunca acaba. Porque admitir isso seria mais uma vez dar-me por vencida e correr o risco de me perder de mim ao te procurar sem pesares de novo. Seria me entregar demais, me doar demais, me permitir retomar caminhos que tenham possibilidades de serem frustrados novamente, ainda que digas que não. Por isso, é bem mais aceitável que eu continue te querendo assim, te querendo aqui e fugindo da certeza de que não é preciso que eu admita para que seja. Porque, no fundo, eu sei que é, no fundo, eu sei que já tá sendo. Correndo riscos ao querer você.

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