quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Olá, querida imaturidade...


Por que o ser humano não se permiti mudar nunca? 

Alguém ai do outro lado me informe, por favor, que sede move a pessoa que insiste em ser idiota e, até mesmo, vazia. Esperteza? Ganância? Orgulho? Alguém por favor concorde comigo o quanto asqueroso isso pode se tornar, o quanto de distância pode fazer-lhe considerar a medida que ela se aproxima. 

Você incapaz de amadurecer tenha decência de perceber o quanto não merece a pessoa que você engana. Seja lá quem for, seja lá como for. Mentiras, máscaras, ilusões... um dia ficarão pra trás junto com você. Poupe a espera, a demora, a angústia. Poupe o nojo alheio despertado. 

Cansei de ver e ter pessoas assim ao meu redor. Cansei de pacotes completos de "mentiras + desculpas" endereçados a minha caixa de promessas nunca cumpridas. Cansei da frase no final dizendo sempre "isso nunca mais voltará a acontecer". De repente fiquei disposta a escrevê-la de volta. 

"Realmente, querida imaturidade em pessoa, isso jamais voltará a acontecer, porque a partir de hoje eu não permitirei que pessoas como você, além de cruzarem meu caminho, permaneçam. Grande beijo!"

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Eu vejo você em todas as fotos, em todos os rostos, em todo os vultos, em todas as sombras. De alguma forma, você ainda mora aqui.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vinho, Lágrimas e um pouco de Amor.


Não sei se a culpa foi do vinho, do tom da voz, da música que tocava ou do não-querer-meu-querer, as lágrimas simplesmente me tomaram naquela noite. O dia que havia sido tão cheio de delícias, de risos,  brincadeiras, da sua presença que não havia me incomodado nem um pouco, se destorceu em uma noite confusa. Tão sincero quanto clichê o fato de que não é normal esse laço unilateral que ficou, que não tem fim, que eu insisto em fugir e, ainda assim, não passa. Vivo imersa em esperanças que não me são dadas, vivo fantasiando um futuro que não chegará, ensaiando conversas que não terei, criando momentos que não virão, desejando aquele teu sorriso que um dia foi tão meu e que não tem como voltar a ser. Entre os meus desejos estão a vontade de que essa inconstância me deixe em paz, que eu sobreviva as suas aparições não só na hora, mas principalmente no pós, que eu pare de me perguntar que se aquilo não era amor que porra era, o que me faz ficar assim e que linha invisível é essa que me prende a você mesmo quando eu já nem te peço. A cada dia vou me convencendo que tenho me curado totalmente de você e quando realmente acredito enchendo o peito de orgulho pra falar "ah, ele passou!", chega você exclusivamente pra provar o quanto sou idiota. O que me resta neste momento é esvaziar o peito da hipocrisia e enchê-lo da certeza de que não foi o vinho, a música ou qualquer outra coisa, foi só você e o seu jeito inexplicável, os dias que não esqueço, os momentos que nada pode apagar. A culpa além de minha é (muito mais) sua. A diferença é que hoje só interfere em mim. Entenda bem, hoje.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

E Não Será!


Respiro fundo e repito no meu subconsciente: de novo não! Não quero mais ser a menina insegura com a confiança desgastada resmungando a cada passo mal dado. Eu sei que não quero sofrer por qualquer ato e me desgastar até o fim, então seguro firme as palavras e as lágrimas e continuo a caminhada como se nada me atingisse, ofendesse ou magoasse. Se por descuido deixo transparecer, me reinvento e reconstruo. A questão aqui não é ser melhor para alguém, na verdade vai bem além disso... A questão é ser melhor exclusivamente pra mim. Chega de me desdobrar em duas, chega de me preocupar com atitudes alheias, chega de tá abrindo mão de planos antigos, chega daquela Thaís. Acredito na força dos pensamentos e continuo dizendo que não, de novo não. E não será.

Príncipes ou sapos, tanto faz.


Você aprende a interpretar as coisas de outra forma a medida que é posto a prova. Coração machucado, orgulho ferido ou confiança perdida, quem nunca sofreu desses males? Quem nunca amadureceu por causa disso? As noites que confirmam mais um dia sem ele, o celular que não toca mais aquela música atribuída as suas ligações, a saudade que aperta a cada lembrança inoportuna, aquela gargalhada que melhorava suas noites. Ainda pior que isso... perceber que aquele amor todo desceu pelo ralo da noite pro dia, que o interesse agora nada mais é que unilateral, que enquanto você se esguela de chorar imersa no seu sofrimento, ele sai pelas noitadas beijando a primeira que aparecer. Dói muito, tortura demais, machuca mesmo. Mas quem disse que é em vão? Com o tempo você aprende a não esperar dele, e de nenhum que venha posteriormente, aquilo que só você é capaz de fazer, aprende a ignorar atitudes que antes te tiravam do sério, e mais que isso, continua tranquila. Com todos esses desencontros você chega, finalmente, a conclusão de que não precisa dele e de ninguém pra ser feliz, pra ser você, pra ser mulher. Chega a conclusão de que a vida se torna mais bonita e prazerosa quando você se preocupa menos. Tem cada vez mais certeza que o interesse dele é inversamente proporcional ao seu interesse, que o seu príncipe nunca existiu, mas que contentar-se com sapos é burrice. Sem perceber, ele te deu tudo que não deveria. Ele confirmou todas as suas dúvidas sobre viver para o amor ou ser independente. E tenha convicção: além de estar certa em ter ficado com a segunda opção, é isso que o fará voltar logo, logo. Fique certa!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Essa sou eu!


Não é de surpreender o tanto de "não te entendo" que eu sempre recebi. Volta e meia to querendo de volta o que em menos de um minuto era dispensável pra mim. Numa contradição ambulante, por vezes óbvia, por vezes única, sem querer me perco. Sou do tipo que muito amor dá tédio e pouco amor sofrimento. Se der muita atenção eu desdenho, se der pouca azucrino. Se me mimar eu monto. Se me largar eu deixo. Se maltratar me entrego. Se se entregar eu nego. Se sufocar eu corro. Se me soltar eu volto... e de uma maneira pouco simples continuarei me entendendo enquanto ouvir o "não te entendo". Ou pelo menos tentando, mas tendo certeza que ainda sou eu.

domingo, 4 de setembro de 2011

Esquece, coração.

Esquece quem não fica, quem só vem de passagem ou só aparece pro café da tarde. Esqueça tudo que entrou por aquelas portas. Você abriu demais, eu disse. E quanto a bagunça, eu vou arrumar, prometo que vou. (Diego Nunes)

sábado, 3 de setembro de 2011

Vício


Queria entender qual foi o feitiço, a manobra, a jogada certeira que você me lançou. Queria saber por que mesmo com o passar dos dias, inclusive aqueles em que não vens a cabeça, a sensação de que você não vai passar fica tão presente. Queria entender o que te prendeu aqui dentro e o motivo da minha espera parecer ser sempre sua. Só queria ter a certeza de que, assim como os outros, você se tornará apenas uma lembrança boa, mera lembrança boa. E mais que isso, aceitar que é melhor se for assim. Tudo porque no fim das contas dá muito trabalho administrar um coração que não se entende, um coração que com todos os motivos pra estar tranquilo se desespera porque tu insistes em aparecer. Involuntariamente você remexe tudo aqui dentro e interfere em qualquer progresso. Só queria entender como, menino. Só queria que você me explicasse como consegues, mesmo vivendo tua vida explicitamente, se segurar na minha. És como uma droga. Eu estou em constante reabilitação.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Me explique como...


Não é tão fácil quanto parece viver um amor. Alguns surgem pra complicar mesmo, tirar  o sono, a paciência, a tranquilidade. Te tirar do sério, do tempo, do que antes era teu foco. Esse tipo de amor só não te tira dele mesmo. Irônico. Outros que parecem conto de fada de tanto  que te tira do chão, te afasta do mundo ao redor porque parece te fazer andar nas nuvens, te muda aos poucos sem que você perceba. O tipo de amor que exige cuidado pra não te fazer viver só pra ele e depois, quem sabe, te deixar sem nada. Perigoso e que  ainda assim... fica lá, intacto. Não é tão fácil viver um amor que trás vendaval, terremoto, tempestades, da mesma forma que não é fácil viver em um mar de rosas banhado só de sol. Tudo por um motivo simples: dá pra confiar no tempo? É tudo tão complicado que ele pode ser anos mais novo, ter família complicada, amigos traiçoeiros, reprovado algumas vezes, ter desvios de caráter, ser mal humorado, até mesmo inconstante, ter todos os defeitos do mundo reunidos em uma pessoa só... e ainda sim teu amor só crescer! Não é tão fácil viver um amor porque você mesmo não se entende. Como eu posso amar essa criatura? O que ele faz pra me manter tão presa sendo assim tão solto?  Ele te entende como ninguém, ele se preocupa com o seu dia, move montanhas pra te fazer sorrir, cai em um abismo ao te ver chorar. Ele é tão imprestável que de alguma maneira (que você não entende) é o que te faz querer mais e amar mais esse ser que ao parecer tão oco é pra você mais complexo ainda. Ele sabe te surpreender, sabe te fazer perdoar, sabe resgatar as tuas forças porque sabe que foi ele mesmo que te fez perder. Ele é infinitamente cheio de defeitos, mas é o que te conhece e te ama melhor que ninguém. Viver um amor não é fácil exclusivamente porque tudo fácil demais não tem graça. Cada um na sua medida, cada um com o que merece. Com todos esses defeitos e qualidades, ou com quase nada. Mas seu, unicamente seu, amor.