Não é de surpreender o tanto de "não te entendo" que eu sempre recebi. Volta e meia to querendo de volta o que em menos de um minuto era dispensável pra mim. Numa contradição ambulante, por vezes óbvia, por vezes única, sem querer me perco. Sou do tipo que muito amor dá tédio e pouco amor sofrimento. Se der muita atenção eu desdenho, se der pouca azucrino. Se me mimar eu monto. Se me largar eu deixo. Se maltratar me entrego. Se se entregar eu nego. Se sufocar eu corro. Se me soltar eu volto... e de uma maneira pouco simples continuarei me entendendo enquanto ouvir o "não te entendo". Ou pelo menos tentando, mas tendo certeza que ainda sou eu.

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