terça-feira, 7 de agosto de 2012

Flores Brotam Sem Fim


No meio do abraço dei-me conta da imensidão que é o meu amor por ele. Talvez por ser aquele o dia em que a rotina voltaria me fazendo lembrar no quanto eram complicados os dias cheios de saudade. Eu implorei mentalmente a quem pudesse me ouvir que aquele abraço sempre fosse meu, que nós dois resistíssemos a mais um novo período. Confesso que essa minha fixação em aceitar a efemeridade de tudo às vezes cansa, mas não posso evitar. Eu sei que nem tudo resiste ao tempo, na verdade quase nada, e só pedi com força que continuássemos resistindo.

Ele falou um "eu te amo" tão cheio de verdade que se eu não pudesse ouvir teria lido em seus olhos e exatamente por isso apostei na resistência. Aquela manhã havia chegado com um gosto doce e uma sensação de nova estação, eu poderia jurar que algumas flores brotavam em cada parte de mim se isso não soasse tão surreal. Tive vontade de tomá-lo irracionalmente, como quando ganhei meu primeiro cachorro, centralizando, amando e impedindo que saísse de perto até o último suspiro. Dei-me conta que é a liberdade que nos prende. A nossa "resistência" vem da certeza de que não estamos aqui por obrigação. Lhe dei um beijo, desejei bom dia e o vi fitar meus movimentos com a certeza de que sou a sua escolha certa. Coincidência. 

2 comentários:

  1. Adorei descobrir o blog. Delícia de texto, de uma leveza e profundidade incrível, parabéns!

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    1. ah, delícia é ler esse tipo de comentário. Obrigada pelas palavras, é importante saber que tem agradado :) E aparece mais vezes.. se identificando se quiser hahaha beijoo

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