sábado, 30 de julho de 2011

finalmente.


A gente quebra, troca, enjoa, conserta, machuca, ignora, desamassa. A gente procura problemas, esquece essências, desaprende o que é prioridade, perde tempo com futilidades. A gente vive na mesmice, vive no acaso, na confusão ou na rotina, cada vez mais egoístas, cada vez mais materialistas. O mundo te faz parar um dia, a vida te abre os olhos no outro e você esquece com o tempo. O buraco tá bem a frente e você cai porque tem o queixo erguido demais, os olhos embaçados demais, os ouvidos selados demais. Descobre-se então, vulnerável, dependente, tão pequeno. Descobre-se, finalmente, tão humano.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quando chegar.


No dia que ele entender o quanto significa cada segundo pra mim perto dele, vai fazer questão de permanecer, sempre que puder, ao meu lado. No dia que ele perceber que o meu humor fica ótimo após horas da sua atenção, vai se dar conta que os minutos das ligações a noite ainda são poucos, e que um dia na semana não é nada. No dia que ele compreender a agonia que sinto quando não tem tempo pra mim, vai começar a agendar antecipadamente meu horário da semana, nossos dias de namoro sem fim. No dia que ele for capaz de absorver a mulher infinitamente gigante e insaciável que existe aqui dentro, e no quanto ela precisa que ele se esforce pra dar conta, perceberá, finalmente, que estou longe de ser igual a maioria, que precisa valorizar a oportunidade que lhe foi dada. No dia que esse dia chegar, eu estarei na porta para ter a certeza de que o que eu tanto esperava, finalmente, aconteceu. Isso é... se esse dia chegar.

Só queria.


Eu só queria que dias iguais a esse se repetissem pelo resto da vida.  Eu só queria que toda noite eu pudesse cuidar de você, te encher de beijos e te obrigar a vestir uma camisa antes de dormir pra não adoecer. Eu só queria madrugadas quentinhas, minha cabeça no teu peito e teus beijinhos na minha testa. Eu só queria outras manhãs em que o despertador não fosse capaz de nos desprender, que o meu sono atraísse o teu e que o frio fosse meu amigo na aventura de buscar cada vez mais o calor do teu corpo. Eu só queria esses momentos mágicos, lindos, meus, nossos, a todo instante. Eu só queria não ter essa necessidade que pulsa tanto. Eu só queria que o meu querer não tivesse esse infindável gostinho-de-quero-mais. Sim, eu só queria.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meu grande (e antigo) amor!



Eu que estive tão ausente, tão indiferente, tão egoísta, ganhei de presente um amor. Um amor tão grande, resistente, bonito e antigo. Um amor que já me trouxe risos, surpresas e uma felicidade capaz de preencher uma vida inteira. Um amor desses bem completos, que te fazem ir do céu ao inferno em poucos minutos. Meu amor veio quando eu já não o esperava mais e mostrou que valia a pena tê-lo comigo mais uma vez. Ele me rodeou, me mimou, me cuidou ao mesmo tempo em que eu o evitava, torturava e magoava sem pesares. E a medida em que eu partia, o meu amor se aproximava sem hesitar, me deixando sem saída, me fazendo repensar. Ele, o meu amor, me amou quando eu já havia me adaptado a não amá-lo, sentiu minha falta quando eu já não mais sentia necessidade de tê-lo comigo e pôde, dessa maneira, compreender o quanto havia me perdido e o quanto meu sentimento havia se modificado, enfraquecido - talvez. Meu amor, meu grande amor, meu eterno amor, resgatou a esperança perdida a cada lágrima caída há alguns meses. Resgatou o lado bom que, de alguma forma, eu sabia que ainda estava em mim. O meu amor me perdeu e me ganhou, me feriu e me curou, me amou e me amou. E, no que depender de mim, continuará amando.

domingo, 24 de julho de 2011

Essas coisas...




Homem tem dessas coisas. Na hora da conquista se desdobra, paga pau, manda flores e fica tão presente que chega a sufocar. Ele te liga todos os dias, manda mensagem de hora em hora, não dorme antes de te contar seu dia e saber se você ta bem. Homem que é homem tem dessas coisas quando você o desperta interesse. Ele te leva àquele restaurante que você adora pelo menos uma vez na semana e te faz assistir todos os filmes em cartaz, porque ir ao cinema sempre os faz parecer mais casal. Ele te chama de linda, fala bem da sua roupa e até elogia seu comportamento independente, instável e, por vezes, prepotente. Todo homem – “daqueles” - tem dessas coisas. Ele te faz rir vinte quatro horas por dia, te abraça quando você faz bico e te aquece se uma brisinha ousada resolver te tocar. Ele promete te entender, jura ser fiel desde a eternidade e avisa sentir ciúmes moderadamente. Ah, todo homem que é homem (e “daqueles”) tem dessas coisas! Ele faz carinha de pidão, dá aquele sorrisinho de derreter e te enche de promessas. Nada de mistérios, nada de rodeios... Todo homem que é homem tem dessas coisas porque sabe que toda mulher que é mulher tem habilidade de acreditar mil vezes na mesma história e fantasiar que a cada algo novo uma mudança acontecerá. Acreditar que o Pedro, mesmo depois de ter sacaneado com a Raquel, a Luana, a Pricila e tantas outras, vai mudar justamente porque ela chegou, a mulher igualzinha a todas as outras mulheres... e que com ela é diferente porque simplesmente não existe razões para não ser. Acreditar que aquela noite em que ele não apareceu e a deixou plantada já está devidamente explicada e deixada para trás após a noite seguinte em que ele chegou com mimos e afagos cobertos de desculpas de última hora. (Mania de) Fraqueza. Conformismo. Ilusão. Porque toda mulher que é mulher, e não precisa ser “daquelas”, tem dessas coisas!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

sete dias.



Amigos, reaproximação, brincadeira sutil, resposta seca, aflição, questionamento, fuga, frio na barriga, surpresa, risos, escolha, volta por cima, paciência, firmamento, razão, palavras, abraços, chuva, quarto novo, frio, meias, cobertor, uma cama, calor humano, resistência, inquietação, entrega, bom dia, comidas, massagem, brincadeiras, intimidades, carteira, comentários, lembranças, cuecas brancas, calcinhas pequenas, liberdade, autocontrole, crises de riso, outras noites, calores, segurança, querer bem, relembrar sem dor, fingir não sentir, achar que passou, furacão, traiçoeiro, bobo, como antigamente, até partir, até torturar, até causar. Mais uma vez, saudade.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Clarear - Pra continuar a jornada!



Ainda que em prantos, não posso deixar de escrever aqui o tapa na cara que acabo de levar. Perdemos tanto tempo reclamando por futilidade, achando que nossas dores são as maiores do mundo, questionando a reciprocidade de meras relações mundanas. Mas a vida, gente, é bem mais que isso. O sentido da vida está na simplicidade, na ternura, na inocência que nem sempre enxergamos. Mas ao olhar mais uma vez pra Clarinha, ainda que por foto, e ao saber da caminhada que não tem sido fácil, ainda que por textos, eu pude mais uma vez compreender o quanto temos sido egoístas.
Clarinha é doce, meiga, terna e muuuito inteligente. Quem a conhece e tem a felicidade de tê-la por perto sabe o presente que é ela para esse mundo tão cheio de falhas. Uma princesinha tão meiga, pequena, doce e, principalmente, forte. Uma princesinha de Deus. Um anjo de Deus. Porque é impossível olhar pra Clara, saber da sua vida e não sentir-se perto de Papai do céu. É impossível não notar a fé, a força, a pureza que são, sem dúvidas, dádivas de Deus atribuídas a ela. Mais uma vez eu fico emocionada com a sua história, mais uma vez eu sinto-me crescer espiritualmente. Não consigo encontrar uma palavra certa pra descrever o que sinto agora, já que a tenho também como família, já que ela é prima da minha melhor amiga e a família da minha melhor amiga é e sempre foi minha segunda família. Mas mesmo com o coração partido ao saber dessa última notícia, fico feliz em ter certeza que ela nunca estará sozinha, que ela não poderia ter ao seu lado pessoas melhores como Kel, Adilson e Amanda e uma família tão linda e unida. Fico feliz porque tenho certeza que Deus nunca a desamparará e que Ele tem um propósito para todas as coisas abaixo do céu. 
Estou torcendo com todo meu coração pra que essa campanha dê certo: http://www.oprojetoclarear.blogspot.com (:

"Lindas não são as pernas que possivelmente terias, lindas são as asas da imaginação e do bem que Deus te deu para voar... Felicidade vem de dentro!"

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vai (me) entender...



Seja como for, alguma coisa aqui dentro mudou. Desde o dia em que minha vida desmoronou e eu, sozinha, recolhi todos os cacos. Por descuido, seu descaso me atingiu em cheio derrubando as muralhas que me mantinham protegida. Por descuido, sua infantilidade assumiu todas as rédeas e desviou nossos caminhos. Naqueles dias eu estive perdida e, como todos diziam, o oposto do que sou. Ao aprender a viver com ele, eu desaprendi a viver comigo. E certas lembranças ainda machucam, muitas delas insistem em permanecer, torturar, se fazer presente. O casulo que virou meu quarto, o rio que transbordou meu travesseiro, o branco dos olhos que deram lugar ao vermelho, ao vazio. Trago em mim detalhes passados que talvez não sejam esquecidos mais nunca, detalhes que são na verdade cicatrizes, cicatrizes que, por sua vez, não me permitem fingir que nada aconteceu. E hoje, quase um ano depois de tudo que aconteceu, vejo ele voltar. E isso era tudo que eu pedia a cada noite antes de dormir, mesmo sem forças, mesmo desacreditando, mesmo sem perceber que no fundo eu já não mais queria. Ter ele aqui, em mim, enfim, foi tudo que eu desejei... mas que agora, não sei. A confusão que todo esse retorno tem me causado não estava nos meus planos. Torci para que quando esse dia chegasse estivesse aqui um alguém decidido e com uma resposta na ponta da língua - independente de ser um sim ou um não - mas decidido. Esperava meu sorriso sincero e sutil sem que fosse preciso complementos. Tudo que eu sempre desejei aconteceu, eu só não sei o que fazer com tudo isso porque eu não estava preparada, eu não esperava. Eu me preocupei tanto em ser melhor para mim, em ser mais esperta, mais fria, mais calculista (como era antes de começarmos) que toda essa mudança me fez virar a página ou achar que virei. Eu não sou mais a mesma, ele também não é e eu, por alguma razão, não sei se isso é bom ou ruim. Ainda acho que possamos ser feliz de novo, mas os detalhes, ou melhor, as cicatrizes me fazem olhar em volta antes de dar um passo a frente. Me fazem questionar a todo momento se vale a pena arriscar. E olha só, depois de tanto tempo tentando reerguer minhas muralhas, chego a conclusão que é ele, talvez, que esteja faltando para fazê-la erguida e completa. Ironia da vida. Vai (me) entender?!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Até quando?





Toda mulher trás consigo, ainda que seja intimamente, um bem-querer que lhe toma o corpo, um alguém que lhe tire o sono, um destinatário para as mensagens antes de dormir. Toda mulher tem em si o desejo, ainda que negado ás vezes, de ser e sentir-se amada. Se possível, e não menos importante, por muito tempo. Porque não é fácil ver sua vida maravilhosa desmoronando sem aviso prévio - e falo por experiência própria. Sendo assim, de qualquer forma, toda mulher guarda no peito a esperança de um dia encontrar alguém que além de lhe tirar o sono, proporcione em grande escala a sensação de estar protegida, estável e tranquila. 

Seria bonito, simples e prático se as chances de se conseguir tudo isso não fossem quase nulas. Isso porque você sabe o que todo homem idiota (noventa por cento deles) trás consigo, deseja e guarda no peito? O agora, que por algum motivo que só eles entendem, se não for vivido intensamente, loucamente, infantilmente e sem escrúpulos não faz sentido. O desejo insaciável de ceder (sempre que surgir oportunidade) aos desejos da carne. E a esperança, no fundo do peito, que a sua mulher otária , cheia de sonhos e desejos, igual a toda mulher, nunca descubra!

Então, numa maneira clara e simples: até quando serás igual a toda mulher?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Eu sempre acreditei no amor!



E quer saber? Eu sempre acreditei no amor. Sempre acreditei que as inúmeras desvantagens de senti-lo se anulam aos sabores que é gostar de verdade e com todas as forças de alguém. Ainda que esse alguém não seja merecedor desse amor, ainda que esse alguém não sinta o mesmo por você, ainda que esse alguém não saiba. Sempre me perguntei se existe algo pior do que se sentir vazio. Porque o amor, em si, não permiti isso. O amor trás a tira-colo vários sentimentos, desejos e (por que não?) repulsões. Uma mistura de sensações a todo momento. Mistura que te faz alternar da maior raiva do mundo à paz universal em poucos minutos. Se existe amor, basta uma amiga muito bonita, uma ligação esquecida ou uma noitada com os amigos para a raiva aparecer. Em contrapartida, se tem amor, basta um beijo, um abraço, um toque ou um sutil pedido de desculpas com um sorrisinho de canto para a alegria transbordar e a raivinha passar. E que graça teria viver sem nada disso? Que graça teria não ter por alguém um sentimento que te faz sentir-se vivo?

Eu sempre acreditei no amor porque sempre acreditei que saberia amar. Eu nunca me enganei!

turu turu



Tem que martelar, tem que confundir, tem que desviar. Como algo que vem e vai, como algo que corre e para sem avisar. Às vezes na rotina, às vezes no acaso. Em linha reta ou em círculos. Lhe tira o controle, o faz progredir e regredir. Tudo ao mesmo tempo ou quase sem tempo. Nada de padrões, nada de roteiros, nem caminhos mais fáceis. Existe algo mais contraditório, complexo, efêmero e sem nexo que o coração da gente?

O amor vem de amor.



Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força, deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. Amor vem de amor. E dói bonito. (Juliana Brina)

domingo, 3 de julho de 2011

o TEU nome. II




Sabe o pintor mais que provisório da minha academia que usava uma camisa com teu nome em letras maiúsculas e negrito, que eu falei em um dos últimos textos? Ele resolveu ficar por lá. E agora, todos os dias, meu pensamento vai até você.