E quer saber? Eu sempre acreditei no amor. Sempre acreditei que as inúmeras desvantagens de senti-lo se anulam aos sabores que é gostar de verdade e com todas as forças de alguém. Ainda que esse alguém não seja merecedor desse amor, ainda que esse alguém não sinta o mesmo por você, ainda que esse alguém não saiba. Sempre me perguntei se existe algo pior do que se sentir vazio. Porque o amor, em si, não permiti isso. O amor trás a tira-colo vários sentimentos, desejos e (por que não?) repulsões. Uma mistura de sensações a todo momento. Mistura que te faz alternar da maior raiva do mundo à paz universal em poucos minutos. Se existe amor, basta uma amiga muito bonita, uma ligação esquecida ou uma noitada com os amigos para a raiva aparecer. Em contrapartida, se tem amor, basta um beijo, um abraço, um toque ou um sutil pedido de desculpas com um sorrisinho de canto para a alegria transbordar e a raivinha passar. E que graça teria viver sem nada disso? Que graça teria não ter por alguém um sentimento que te faz sentir-se vivo?
Eu sempre acreditei no amor porque sempre acreditei que saberia amar. Eu nunca me enganei!

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