terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Meu mapa.


Sentei no sofá, apoiei as pernas no centro a frente e afundei a cabeça na almofada mais próxima. Pensei em como os dias tem passado sem me levar. Pensei em como tenho andado estabilizada. Inquestionavelmente esse ano me virou do avesso, ainda que eu não saiba ao certo qual seja meu lado incerto. Essa sala não é mais o único lugar em que me sinto em casa, essas paredes não escutam mais choros, nenhuma lágrima tem molhado o sofá. Bati o martelo. A angústia não tem mais espaço neste cômodo, nesta casa, no meu corpo. Não quero, e nem me permito, passar qualquer minuto remoendo fatos passados, pessoas passadas. Tenho espaço suficiente pra esticar os braços, espreguiçar e sentir a leveza dos meus dias. Me aproveito desta cena com um sorriso de canto de boca avisando pra vida: eu nasci pronta, querida!

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