Não é minha frieza, nem meu jeito independente, não é meu modo impulsivo de falar e nem minha intolerância capaz de fazer de mim uma pessoa forte. São só cascas, disfarces, consequências de momentos ruins e marcantes. Proteção não é sinônimo de presunção. Sou frágil sim. Todas as noites quando me deito, fico nua de toda essa aparência, fico eu, me fico. Como toda mulher, mergulho na minha fragilidade cheia de inseguranças e verdades inventadas. Um método incerto que encontrei, e que por algum motivo insisto em usá-lo, pra me proteger preparando-me pro pior. Mesmo sabendo que todos os fatos, argumentos e certezas são frutos de uma mente tipicamente feminina. Ai, como nessas horas eu canso de mim! Faço planos de ser, não apenas nas estampas, independente. Prometo sumir e só aparecer quando me der vontade, coragem ou algo que me avise o quão infantil tenho sido. Mas sempre volto quando o dia clareia ou uma ligação na madrugada é feita. Minha armadura trás bons resultados apenas no olhar alheio e eu muitas vezes nem recordo de tê-la vestido, ou até mesmo, de tê-la. Sem precisar de mais cinquenta anos, eu afirmo sem dúvidas: me conheço! Sou mulher de dentro pra fora e uma mariquinha de fora pra dentro. Minha aparência errada é acidental. E talvez eu esteja exagerando minhas fraquezas. Só queria me lembrar que essa banca que tenho botado agora é uma farsa. Quando acordar já vai ter passado.

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