segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Espelho meu!


Enquanto minha mãe arruma suas malas eu fico pensando no quanto esse ano nos marcou e no quanto vou sentir falta do seu abraço quando zerarem os ponteiros do último dia do ano. Lembro que ela, muitas vezes sozinha, acreditou em mim enquanto eu estudava para o vestibular e as lágrimas que derramamos juntas no início desse ano com a minha aprovação - ela chorando até mais que eu. Minha mãe esteve comigo até mesmo nos momentos em que era ela que precisava de colo. Uma porção de vezes deu lugar aos meus caprichos, entendidos por mim - naquela época - por dores. Como eu era infantil. Hoje eu afirmo com todas as letras que ela é minha melhor amiga. Crescemos nessa casa sozinhas e aprendemos a não depender de um pulso forte masculino. (Pra quê serve isso, afinal?) Depositamos nossos sonhos, esperanças, desejos e amor na outra, e por vezes só descansamos depois do abraço tranquilo e apertado. Como esquecer dos meus piores dias em que tudo que eu pedia era ela na minha cama a noite toda? Como esquecer a quantidade de vezes que torturei um coração que é majoritariamente meu? Como não lembrar de alguém que me ensinou a pensar nos outros, a ser uma pessoa melhor e construiu meu caráter tão forte? Hoje eu dedico todo meu amor a pessoa que, muitas vezes, me amou mais do que a si própria, a pessoa que abriu mão de seus desejos pra conceder os meus, a pessoa que não mede esforços pra me ver feliz e que, se eu não freia-la é capaz de me dar o céu. Hoje eu deixo claro que a prioridade da minha vida é compensar a vida toda que ela "deu" por mim e encher de ternura um coração tão puro. E nesse final de ano, mesmo tendo-a a quilômetros de distância, farei uma prece pra que em troca do abraço que eu não darei, toda felicidade inunde o ambiente em que ela estiver. Ela merece todos os anos novos desse planeta e, no fundo, ela sabe disso!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Relicário


Eu conheci meu grande amor na escola. Pirralho do cabeção e cabelinho escorrido, correndo suado e jogando bola no recreio. Jamais tive pretensão de tê-lo como namorado, inclusive porque na época não pensávamos nisso. Eu vi meu grande amor dar alguns dos seus primeiros beijinhos nas menininhas do colégio, o vi crescer e ganhar corpo, o vi arrumar a primeira namorada - que por sinal era minha melhor amiga. Eu vi meu grande amor ser desapontado, o ajudei a não decepcionar tanto outras pessoas e lhe falei sobre o quanto meu namorado da época vinha perdendo o espaço. Eu ouvi do meu grande amor frases exclusivas de um grande amigo, conselhos que mostravam exatamente que ele sempre estaria ao meu lado. Meu grande amor cortou o cabelo, colocou um brinquinho e se tornou um homem. De alguma forma que não sabemos explicar e sem uma data específica para o ocorrido, depois de anos, mudamos a visão que tínhamos do outro. Ele insistia em me roubar selinhos e eu insistia em tê-lo por perto. Por vezes forçamos encontros e diálogos até, por fim, trocarmos o primeiro beijo. Inexplicavelmente nos vimos envolvidos demais e dispostos a levar a diante. Namoramos muito. Eu e meu grande amor vivemos a melhor parte da adolescência juntos e descobrimos os altos e baixos de qualquer relacionamento. Fomos, acima de tudo, bons amigos e presenciamos momentos importantes da vida. Experimentamos as melhores e piores partes de um amor e nos distanciamos após dois anos de namoro. Eu vi meu grande amor curtir a vida e questionei por muito tempo se todo aquele tempo tinha valido de algo. Conclui que deveria curtir também e passamos, enfim, um ano separados. Confesso que foi difícil enxergá-lo apenas como um passado bom e ele, por vezes, insistiu em dificultar. Um grande tempo afastados me fez retomar a vida, dar espaço a outro alguém e ficar convicta de que ele havia passado. Ao perceber meu desdém, meu grande amor voltou com toda força e insistiu com todas as forças pra que eu voltasse também. Tentou abrir meus olhos e enxergar o que antes ele mesmo não havia enxergado e me fez perceber que em todo esse tempo, inexplicavelmente, permanecemos intactos dentro do outro. Me convenci de que seria bom reconstruir algo que um dia foi tão especial, mesmo sabendo que as circunstâncias haviam mudado. Sim, eu e meu grande amor mudamos muito, amadurecemos. Essas mudanças não nos fizeram amar menos ou acreditar pouco no que existe entre nós. Apenas somos mais independentes e, por isso, sujeitos a se entregar ao outro por opção própria, enquanto for bom, enquanto for sincero, enquanto não mudarmos. Digo ao meu amor que ele é meu grande amor e confirmo através das minhas atitudes. Sinto seu amor por mim todas as manhãs, sinto seu amor por mim quando mantém a calma diante minha euforia, sinto seu amor por mim quando me escolhe a cada segundo e repito com muito entusiasmo: engraçado nossa capacidade de nos escolher mais de uma vez!

dedicado ao grande e melhor amor: Igor Silveira. <3

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nota Mental


Não é minha frieza, nem meu jeito independente, não é meu modo impulsivo de falar e nem minha intolerância capaz de fazer de mim uma pessoa forte. São só cascas, disfarces, consequências de momentos ruins e marcantes. Proteção não é sinônimo de presunção. Sou frágil sim. Todas as noites quando me deito, fico nua de toda essa aparência, fico eu, me fico. Como toda mulher, mergulho na minha fragilidade cheia de inseguranças e verdades inventadas. Um método incerto que encontrei, e que por algum motivo insisto em usá-lo, pra me proteger preparando-me pro pior. Mesmo sabendo que todos os fatos, argumentos e certezas são frutos de uma mente tipicamente feminina. Ai, como nessas horas eu canso de mim! Faço planos de ser, não apenas nas estampas, independente. Prometo sumir e só aparecer quando me der vontade, coragem ou algo que me avise o quão infantil tenho sido. Mas sempre volto quando o dia clareia ou uma ligação na madrugada é feita. Minha armadura trás bons resultados apenas no olhar alheio e eu muitas vezes nem recordo de tê-la vestido, ou até mesmo, de tê-la. Sem precisar de mais cinquenta anos, eu afirmo sem dúvidas: me conheço! Sou mulher de dentro pra fora e uma mariquinha de fora pra dentro. Minha aparência errada é acidental. E talvez eu esteja exagerando minhas fraquezas. Só queria me lembrar que essa banca que tenho botado agora é uma farsa. Quando acordar já vai ter passado.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Telefonema


(...)
- E agora... Você o ama, amiga?
- Amo. Amo muito. Mas me amo mais.
- ha ha ha ha
- Aquelas lágrimas tinham que ter servido pra algo, né?

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Meu mapa.


Sentei no sofá, apoiei as pernas no centro a frente e afundei a cabeça na almofada mais próxima. Pensei em como os dias tem passado sem me levar. Pensei em como tenho andado estabilizada. Inquestionavelmente esse ano me virou do avesso, ainda que eu não saiba ao certo qual seja meu lado incerto. Essa sala não é mais o único lugar em que me sinto em casa, essas paredes não escutam mais choros, nenhuma lágrima tem molhado o sofá. Bati o martelo. A angústia não tem mais espaço neste cômodo, nesta casa, no meu corpo. Não quero, e nem me permito, passar qualquer minuto remoendo fatos passados, pessoas passadas. Tenho espaço suficiente pra esticar os braços, espreguiçar e sentir a leveza dos meus dias. Me aproveito desta cena com um sorriso de canto de boca avisando pra vida: eu nasci pronta, querida!

sábado, 26 de novembro de 2011

Confissões.


Não entendo como isso funciona, mas depois de tanta dor, insistências falhas e fraquezas, ainda lembro de você com muita ternura. Esqueço os choros da madrugada, a saudade que apertava até doer e dos "não" que não nos demos mas ganhamos dessa vida. Esqueço dos pesares com o objetivo de ampliar o espaço para as lembranças dos nossos prazeres, do nosso breve momento feliz. Não encontro explicações para a sua vinda sem volta de dentro de mim. Você simplesmente, inevitavelmente, encaixou sem me deixar saídas. E mesmo a quilômetros de distância e milhares de horas sem se ver, meu carinho aflora ao te lembrar, me toma. As lembranças me invadem com a mesma força que as chamo para entrar, com a mesma intensidade que lhes busco e convido. Você é em mim a saudade incompreendida, o sentimento incerto, o apego sem fim. Meu maior sorriso de nostalgia, meu maior plano futuro que finjo ser secreto. É irônico o domínio sem intenção e sem conhecimento que fincastes aqui. É inexplicável que minha confissão, nunca antes vista, seja toda tua. Ah, se pudesses entender!

Independência


Até que ponto vale a pena que eu me importe? Se não me ligas, se não vens, se não me mostras claramente o que significa nossa ligação... até que ponto isso me fará melhor? Até que ponto sua clareza vai interferir no que sou, no que eu prego e penso? Nunca fiz o tipo de garota indecisa ou que finge ser o que não é. Nunca precisei forçar a barra ou inibir minhas vontades, desejos e impulsos por medo da reação que causaria. Que insegurança é essa que me toma assim... tarde demais? Medos e fraquezas não fizeram e nem fazem parte da minha caminhada, das minhas escolhas. Eu pude perceber, mesmo antes de perceber o quão bom era ter um alguém, a importância que trago em mim pro mundo a fora ou, que seja, pra mim mesma. Nada de ser a metade da laranja de alguém, nada de cara metade. Eu vim ao mundo completinha e não vejo em você (ou melhor, em ninguém) a capacidade de fazer com que eu me enxergue menor que isso. Inclusive, porque eu não sou.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ironicamente engraçado.


Engraçado como a gente se apega a acontecimentos passados. Fatos antigos, fatos novos, escondidos ou descobertos. Podem ter sido importantes, podem até mesmo estar esquecidos, podem ser seus, podem ser dele. Engraçado como incomoda mesmo assim. Aquela frase que não sai da cabeça, aquele beijo que não acontecerá mais, aquela cena que preferias não ter visto, aquele amor que se dizia amor e não vingou. Acontecimentos do passado tão presentes. Irreversivelmente e desesperadamente presentes. Engraçado como não se vão, como permanecem intactos. As lágrimas nos seus olhos, os sorrisos nos lábios dele, as noites em claro no teu quarto, as festas que ele não cansou de ir. Momentos altos, momentos baixos, e que de qualquer forma não te dão escapatória. Flash, imaginação, suposição... Engraçado como isso funciona. Ele foi e angustiou, ele fez e angustiou, ele falou e angustiou. Engraçado como entristece. Enquanto isso tu ias e não angustiava, tu fazias e não angustiava, tu falavas e não angustiava (muito). Engraçado como isso não diminui tua dor. Ficar aflita, chorosa, melosa, depois de anos. Sentir uma raiva, um apego, um misto de tudo quando não se tem mais tempo pra sentir, quando não se pode mudar ou usufruir o que se sente. Querer fugir e correr pro encontro ao mesmo tempo. Ouvir o sim e querer o não. Contradições e uma vida de loucuras pra quem já não se imaginava contracenando essa cena tão brega de antiga e repetitiva. Engraçado como a gente se apega a acontecimentos passados. Inclusive quando não passaram de uma louca alucinação. Inclusive quando deveriam ser apenas uns acontecimentos passados.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011


"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga." Caio F. Abreu


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Encontros do acaso.


Por um bom tempo questionei tua ausência em meus sonhos. Senti falta da única ligação que havia nos restado. Não que eu acreditasse na dinâmica dos sonhos e encontros de almas que muitos explicam, isso nunca me convenceu. É que este era o único jeito de matar a saudade que teu sorriso deixou. Mas ela acumulou tanto, tanto que eu resolvi aceitar que tinhas ido de vez. Zero você em minha vida, zero você nos meus sonhos. Fui esquecendo de tentar esquecer e só assim consegui. Tua partida não mais me torturou um dia sequer. E não tortura até então. Pra minha felicidade viestes dizendo tudo. Tudo sem palavras. Só com aquele sorriso. O teu sorriso. Esse sim dizia tanto e tudo. Teu gosto intacto, assim como eu fiquei. Foi rápido, mas o bastante. Não deu tempo de me despedir. Talvez porque não tinha que haver despedidas, talvez porque no fundo eu não te deixarei partir do único lugar só meu, só nosso. Sendo assim, não peço que voltes porque eu sei, sem dúvidas, que vou esperar. Eu sei que virás.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Inesgotável



“Tudo que é bom dura o tempo bastante pra se tornar inesquecível.”

Tempo o bastante? Que papo é esse? Aceito que jamais esquecerei aquela sensação que ele me proporcionou, nem a química desde o primeiro instante. Confesso que seria impossível esquecer aquele sorriso de canto de boca, e a delícia que era ter que tê-lo às escondidas. Mas dizer que tenha sido o bastante... Existe limite quando se gosta? Ser feliz com alguém tem tempo aceitável de se chegar ao fim? Aqueles momentos nossos e infinitamente lindos tinham que ter acabado assim... do nada? Concordo no quesito inesquecível.  Mas e quando esse tempo é tão pouco perto do que eu desejei? E quando esse tempo não foi o suficiente pra me fazer aceitar que chegou ao fim? Sempre tive dúvidas questionáveis a respeito do tempo que levavam minhas relações amorosas. Umas que acredito ter levado longe demais, outras que não deveriam ter passado do primeiro instante ou aquela, em especial, que poderia ter durado anos e ainda assim não me bastaria.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Idas e Vindas... Idas


Algo aqui no fundo dizia que iriamos dar certo. Depois de tantos sorrisos, intimidades e carinhos recebidos, como eu iria duvidar? Acreditei a ponto de desentortar todos os caminhos que me tiravam de você. Ignorei os nãos da vida, os acidentes de percurso. Ignorei a minha intuição que nunca falha, mas que depois de tanto amor, afinal, não poderia estar certa. Naqueles dia a janela esteve aberta, assim como o coração, e eu enchia os pulmões de ar pra suportar essa demanda sem fim que vinha de você. Eu acreditei nesse meio amor mesmo quando tudo desandou e ficou pesado. Acreditei quando você sumiu, quando ficou cansado, quando me mentiu, quando confundiu tudo. Acreditei quando descobri que a merda era minha, que a merda era sua, que uma merda daquela não podia, no fim das contas, dá realmente certo. E por que porra eu continuei acreditando tanto assim naquilo? Você foi e voltou, foi e voltou, foi e voltou e depois só foi. E ao contrário do que pensei não esperei sua volta e, por algum motivo, não espero. Aprendi a esquecer pra fazê-lo lembrar. E agora to aqui com o sorriso no rosto enquanto vives fantasias e aprendes a ser menos idiota com quem tem paciência pra ensinar. Coração tolo esse o teu que viaja sem destino e deixa tantos para trás, deixou o meu para trás. Quem sabe ele aprende a acreditar e volta? Quem sabe eu já esteja desacreditada e o mande ir? 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Autocontrole


Eu e minha mania chata de escrever tudo que me vem a cabeça. Cá estou eu com essa minha compulsão de escrever palavras desmedidas sobre um algo tão secreto de tão meu. Sai de mim esse desejo de afirmar meus sentimentos mais prolongados, sai de mim essa alegria de ter bem o que escrever. Metade das pessoas que me leem desejam me ler de fato. Todas elas trazem as curiosidades que me rodeiam. Fica pra outro dia, quem sabe?! Não vou falar daquele nome por hoje. Não dessa vez.

Interrogações


E daí que eu ainda sinto o teu cheiro e reconheço tua voz de longe? Não é por que eu lembro da camisa que você vestia e cada palavra que engenhosamente dizias, nem é por que ainda me pego sorrindo ao pensar nas tuas esquisitices e no teu jeito que de tão tão irritante se tornava engraçado. Nada disso vai confirmar as hipóteses que alimentas ao meu respeito. Ou vais dizer que o que eu trago são reflexos do que um dia senti e não confesso que ainda sinto? Vai continuar com essa puta sacanagem que é desdenhar dessa minha loucura? Paro e penso um pouco... Mas quem se importa? Adiante um e daí pra alguém que não tá nem aí? Esperar dizeres e confirmações de uma pessoa que nem sabe o que fazer na vida daqui há dez minutos? Que perda de tempo! Tão mais prático se concentrar no "e daí que ele é idiota? Vai dizer que isso me importa?".
                     Não importa. Pois é, pois é.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Meio termo.


Tá mesmo difícil ser eu. Tá complicado ser tão impaciente, ser sincera demais, explosiva ao extremo.  Meio termo nunca me agradou, equilíbrio nas palavras não faz o meu tipo. Bem no estilo bateu-levou, acabo por meter os pés pelas mãos, acabo agindo segura demais e inconsequente demais. Talvez devesse medir mais as palavras ou, até mesmo, aprender a ficar calada. Quem sabe, afastar-me por completo das pessoas que fingem ser o que não são e me dão nos nervos, afastar-me das pessoas cobertas de futilidades, injustiças e frescurites que me irritam profundamente. Tá difícil segurar o "basta", manter-me tranquila, não revidar. E não é que eu não queira... é só que não sou assim, não fui criada assim. Meu instinto fala mais alto, meu corpo tem sede de verdades - escutadas ou faladas, mas concretas. Se vens e me falas mentiras ou injustiças, despertas em mim a minha verdadeira essência, minhas frases desmedidas e cobertas do que precisas escutar, coberta de verdades guardadas por tantos outros que não tiveram coragem de despejar em ti. Não sou dona da verdade, nem tenho pretensão em ser. Tenho opiniões formadas e sou aberta a mudanças sim, por que não? só precisa me convencer. Não desejo o pior a ninguém, nunca desejei. Uma pitada de distância sempre resolveu. Com o trato (que fiz comigo mesma) de que o meu silêncio é inversamente proporcional às mentiras ao meu respeito e o despeito da pessoa em questão. Tenho plena consciência de que se eu quisesse viveria uma vida tranquila, suave, calminha. Viveria paciente demais e esgotada de menos. Mas isso não me faz retroceder um passo sequer. Tá difícil ser tão, e somente, eu. Ta difícil aceitar ou acertar o meio termo. Quem liga? Foda-se!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Olá, querida imaturidade...


Por que o ser humano não se permiti mudar nunca? 

Alguém ai do outro lado me informe, por favor, que sede move a pessoa que insiste em ser idiota e, até mesmo, vazia. Esperteza? Ganância? Orgulho? Alguém por favor concorde comigo o quanto asqueroso isso pode se tornar, o quanto de distância pode fazer-lhe considerar a medida que ela se aproxima. 

Você incapaz de amadurecer tenha decência de perceber o quanto não merece a pessoa que você engana. Seja lá quem for, seja lá como for. Mentiras, máscaras, ilusões... um dia ficarão pra trás junto com você. Poupe a espera, a demora, a angústia. Poupe o nojo alheio despertado. 

Cansei de ver e ter pessoas assim ao meu redor. Cansei de pacotes completos de "mentiras + desculpas" endereçados a minha caixa de promessas nunca cumpridas. Cansei da frase no final dizendo sempre "isso nunca mais voltará a acontecer". De repente fiquei disposta a escrevê-la de volta. 

"Realmente, querida imaturidade em pessoa, isso jamais voltará a acontecer, porque a partir de hoje eu não permitirei que pessoas como você, além de cruzarem meu caminho, permaneçam. Grande beijo!"

.


Eu vejo você em todas as fotos, em todos os rostos, em todo os vultos, em todas as sombras. De alguma forma, você ainda mora aqui.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vinho, Lágrimas e um pouco de Amor.


Não sei se a culpa foi do vinho, do tom da voz, da música que tocava ou do não-querer-meu-querer, as lágrimas simplesmente me tomaram naquela noite. O dia que havia sido tão cheio de delícias, de risos,  brincadeiras, da sua presença que não havia me incomodado nem um pouco, se destorceu em uma noite confusa. Tão sincero quanto clichê o fato de que não é normal esse laço unilateral que ficou, que não tem fim, que eu insisto em fugir e, ainda assim, não passa. Vivo imersa em esperanças que não me são dadas, vivo fantasiando um futuro que não chegará, ensaiando conversas que não terei, criando momentos que não virão, desejando aquele teu sorriso que um dia foi tão meu e que não tem como voltar a ser. Entre os meus desejos estão a vontade de que essa inconstância me deixe em paz, que eu sobreviva as suas aparições não só na hora, mas principalmente no pós, que eu pare de me perguntar que se aquilo não era amor que porra era, o que me faz ficar assim e que linha invisível é essa que me prende a você mesmo quando eu já nem te peço. A cada dia vou me convencendo que tenho me curado totalmente de você e quando realmente acredito enchendo o peito de orgulho pra falar "ah, ele passou!", chega você exclusivamente pra provar o quanto sou idiota. O que me resta neste momento é esvaziar o peito da hipocrisia e enchê-lo da certeza de que não foi o vinho, a música ou qualquer outra coisa, foi só você e o seu jeito inexplicável, os dias que não esqueço, os momentos que nada pode apagar. A culpa além de minha é (muito mais) sua. A diferença é que hoje só interfere em mim. Entenda bem, hoje.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

E Não Será!


Respiro fundo e repito no meu subconsciente: de novo não! Não quero mais ser a menina insegura com a confiança desgastada resmungando a cada passo mal dado. Eu sei que não quero sofrer por qualquer ato e me desgastar até o fim, então seguro firme as palavras e as lágrimas e continuo a caminhada como se nada me atingisse, ofendesse ou magoasse. Se por descuido deixo transparecer, me reinvento e reconstruo. A questão aqui não é ser melhor para alguém, na verdade vai bem além disso... A questão é ser melhor exclusivamente pra mim. Chega de me desdobrar em duas, chega de me preocupar com atitudes alheias, chega de tá abrindo mão de planos antigos, chega daquela Thaís. Acredito na força dos pensamentos e continuo dizendo que não, de novo não. E não será.

Príncipes ou sapos, tanto faz.


Você aprende a interpretar as coisas de outra forma a medida que é posto a prova. Coração machucado, orgulho ferido ou confiança perdida, quem nunca sofreu desses males? Quem nunca amadureceu por causa disso? As noites que confirmam mais um dia sem ele, o celular que não toca mais aquela música atribuída as suas ligações, a saudade que aperta a cada lembrança inoportuna, aquela gargalhada que melhorava suas noites. Ainda pior que isso... perceber que aquele amor todo desceu pelo ralo da noite pro dia, que o interesse agora nada mais é que unilateral, que enquanto você se esguela de chorar imersa no seu sofrimento, ele sai pelas noitadas beijando a primeira que aparecer. Dói muito, tortura demais, machuca mesmo. Mas quem disse que é em vão? Com o tempo você aprende a não esperar dele, e de nenhum que venha posteriormente, aquilo que só você é capaz de fazer, aprende a ignorar atitudes que antes te tiravam do sério, e mais que isso, continua tranquila. Com todos esses desencontros você chega, finalmente, a conclusão de que não precisa dele e de ninguém pra ser feliz, pra ser você, pra ser mulher. Chega a conclusão de que a vida se torna mais bonita e prazerosa quando você se preocupa menos. Tem cada vez mais certeza que o interesse dele é inversamente proporcional ao seu interesse, que o seu príncipe nunca existiu, mas que contentar-se com sapos é burrice. Sem perceber, ele te deu tudo que não deveria. Ele confirmou todas as suas dúvidas sobre viver para o amor ou ser independente. E tenha convicção: além de estar certa em ter ficado com a segunda opção, é isso que o fará voltar logo, logo. Fique certa!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Essa sou eu!


Não é de surpreender o tanto de "não te entendo" que eu sempre recebi. Volta e meia to querendo de volta o que em menos de um minuto era dispensável pra mim. Numa contradição ambulante, por vezes óbvia, por vezes única, sem querer me perco. Sou do tipo que muito amor dá tédio e pouco amor sofrimento. Se der muita atenção eu desdenho, se der pouca azucrino. Se me mimar eu monto. Se me largar eu deixo. Se maltratar me entrego. Se se entregar eu nego. Se sufocar eu corro. Se me soltar eu volto... e de uma maneira pouco simples continuarei me entendendo enquanto ouvir o "não te entendo". Ou pelo menos tentando, mas tendo certeza que ainda sou eu.

domingo, 4 de setembro de 2011

Esquece, coração.

Esquece quem não fica, quem só vem de passagem ou só aparece pro café da tarde. Esqueça tudo que entrou por aquelas portas. Você abriu demais, eu disse. E quanto a bagunça, eu vou arrumar, prometo que vou. (Diego Nunes)

sábado, 3 de setembro de 2011

Vício


Queria entender qual foi o feitiço, a manobra, a jogada certeira que você me lançou. Queria saber por que mesmo com o passar dos dias, inclusive aqueles em que não vens a cabeça, a sensação de que você não vai passar fica tão presente. Queria entender o que te prendeu aqui dentro e o motivo da minha espera parecer ser sempre sua. Só queria ter a certeza de que, assim como os outros, você se tornará apenas uma lembrança boa, mera lembrança boa. E mais que isso, aceitar que é melhor se for assim. Tudo porque no fim das contas dá muito trabalho administrar um coração que não se entende, um coração que com todos os motivos pra estar tranquilo se desespera porque tu insistes em aparecer. Involuntariamente você remexe tudo aqui dentro e interfere em qualquer progresso. Só queria entender como, menino. Só queria que você me explicasse como consegues, mesmo vivendo tua vida explicitamente, se segurar na minha. És como uma droga. Eu estou em constante reabilitação.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Me explique como...


Não é tão fácil quanto parece viver um amor. Alguns surgem pra complicar mesmo, tirar  o sono, a paciência, a tranquilidade. Te tirar do sério, do tempo, do que antes era teu foco. Esse tipo de amor só não te tira dele mesmo. Irônico. Outros que parecem conto de fada de tanto  que te tira do chão, te afasta do mundo ao redor porque parece te fazer andar nas nuvens, te muda aos poucos sem que você perceba. O tipo de amor que exige cuidado pra não te fazer viver só pra ele e depois, quem sabe, te deixar sem nada. Perigoso e que  ainda assim... fica lá, intacto. Não é tão fácil viver um amor que trás vendaval, terremoto, tempestades, da mesma forma que não é fácil viver em um mar de rosas banhado só de sol. Tudo por um motivo simples: dá pra confiar no tempo? É tudo tão complicado que ele pode ser anos mais novo, ter família complicada, amigos traiçoeiros, reprovado algumas vezes, ter desvios de caráter, ser mal humorado, até mesmo inconstante, ter todos os defeitos do mundo reunidos em uma pessoa só... e ainda sim teu amor só crescer! Não é tão fácil viver um amor porque você mesmo não se entende. Como eu posso amar essa criatura? O que ele faz pra me manter tão presa sendo assim tão solto?  Ele te entende como ninguém, ele se preocupa com o seu dia, move montanhas pra te fazer sorrir, cai em um abismo ao te ver chorar. Ele é tão imprestável que de alguma maneira (que você não entende) é o que te faz querer mais e amar mais esse ser que ao parecer tão oco é pra você mais complexo ainda. Ele sabe te surpreender, sabe te fazer perdoar, sabe resgatar as tuas forças porque sabe que foi ele mesmo que te fez perder. Ele é infinitamente cheio de defeitos, mas é o que te conhece e te ama melhor que ninguém. Viver um amor não é fácil exclusivamente porque tudo fácil demais não tem graça. Cada um na sua medida, cada um com o que merece. Com todos esses defeitos e qualidades, ou com quase nada. Mas seu, unicamente seu, amor.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Em mim.


Ai eu olho pra mim mesma e pergunto como consegui chegar até aqui, como consegui aguentar cada algo errado. Fecho os olhos e relembro daquelas noites em claro de um ano atrás, do meu quarto se transformando no único lugar seguro pra mim, do travesseiro virando o meu melhor ombro amigo, da minha alma que não cessava nunca de doer, lamentar e avisar que tava pesado demais. É inevitável más recordações, é quase impossível, ainda que eu não traga mágoas, viver como se nada tivesse acontecido. A vida cobra (na marra mesmo) e a gente amadurece. Porque se nada acontecer quem vai abrir a cabeça? E hoje eu entendo que cada lágrima tinha mesmo que ter caído, que cada choro tinha mesmo que ter chegado, que cada mentira tinha mesmo que ter sido contada. Hoje eu entendo que sem alguém tão infinitamente imaturo eu não teria amadurecido. E só pra (me) esclarecer vem de sobressalto a ideia de que isso ainda é muito pouco para o que há de vir. A única diferença é que agora o peito tá firme, o queixo ta erguido e eu encontrei no único lugar em que não procurei naqueles dias a força que eu precisava. Em mim.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

no fundo, eu sei que é!


Eu quero que você me diga todas as palavras que dizes nos nossos encontros só mais uma vez, quero que sejas aquele príncipe que me ganha a cada aparição só pra que eu não guarde tanta saudade pós-despedida. Eu quero que me toques sutilmente, naquela medida, na nossa medida, me ganhando cada vez mais. Quero seu jeito atrapalhado bem aqui, a mania que tens em persistir com aquelas tuas manias ridículas que me tiram a paciência – como o som nas alturas do teu carro – só pra quando chegarmos em casa e deitarmos na cama pra falar sobre nosso dia, como de costume, eu te olhe tão lindo, tão preocupado, tão atencioso e tão infinitamente capaz de me fazer esquecer o bobão que és. Eu quero mais ligações com o “minha princesa” na voz linda que só eu conheço e no jeitinho tão teu só dado a mim. Quero você, tão homem, sendo o meu bebê aqui e agora só pra que o mundo pare um pouco e essa minha mania chata de complicar a (nossa) vida cesse por um tempo e me faça tranquila. Eu quero, principalmente, não ter que admitir que a sua presença é a força que gera estabilidade e felicidade sem fim a mim, e que eu sinto, mesmo depois de anos, que a minha necessidade por você pode ficar implícita por vezes, mas nunca acaba. Porque admitir isso seria mais uma vez dar-me por vencida e correr o risco de me perder de mim ao te procurar sem pesares de novo. Seria me entregar demais, me doar demais, me permitir retomar caminhos que tenham possibilidades de serem frustrados novamente, ainda que digas que não. Por isso, é bem mais aceitável que eu continue te querendo assim, te querendo aqui e fugindo da certeza de que não é preciso que eu admita para que seja. Porque, no fundo, eu sei que é, no fundo, eu sei que já tá sendo. Correndo riscos ao querer você.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Tuas marcas em mim.


E quando eu vejo aquele sorriso que me fazia ganhar o mundo, aquela carinha de menino bandido que movia montanhas pra me ver sorrindo, os braços que por um tempo foi meu descanso, meu conforto, meu abrigo, eu falo pra mim mesma "aguenta menina, você tá firme, você é forte". E repito aos quatro cantos a dimensão do passado que você se tornou escondendo que nesse presente só o que peço é o nosso passado no futuro. Assim... complicado mesmo, misturado mesmo, como nós dois sempre fomos, e que sendo que mal teria? E descubro só agora que esse meu desejo no fundo no fundo de vingança é minha alma desejando teu retorno, é o meu querer que não sacia, que não tem fim. E me pego imaginando que quando você voltar tentando ficar eu te direi que não, mesmo sabendo que minto pra mim mesma só pra não deixar tão visível nos meus atos que não acredito em um fio sequer no final desse pensamento. Não querendo deixar visível, não querendo deixar rastros eu me descubro tão boba ao lembrar das cicatrizes (consequência das nossas loucuras) que rodam todo o meu corpo e estranhamente me deixam feliz e inibem a vontade de esforçar-me para tirá-las e, até mesmo, esquecê-las. É como se cada momento tivesse me marcado fisicamente forçando-me a te ter presente. E ai me pego imaginando onde possivelmente estão... e deve ter alguma na testa dos beijos antes e após dormimos, outra na boca dos melhores beijos dessa vida, e com certeza nas costas e mãos dos teus dedos que faziam carinho sem pedir, e me perco ao pensar nas inúmeras possibilidades das marcas que me deixastes agradecendo porque a maior delas, que foi a de quando você partiu, tá num lugar de difícil acesso. Irônico ou não, o que mais me dói é o que me deixa tranquila. E não, não negarei que essa tua estampa em mim por vezes incomoda, mas de fato, em contrapartida, é o que me fortalece. Ainda que essa força seja usada involuntariamente pra reforçar a esperança no que quase fomos e um dia seremos. Afinal, daquele sorriso predileto às cicatrizes deixadas por ti, ficou a doçura dos nossos momentos, ficou o prazer que ganhei em ter você tão meu por dias. Como lembrar de tudo isso e ter sucesso com a frase que sempre (me) repito?  Agora vou aguentar firme e repetir com sinceridade pra mim mesma "poupa esforço, menina. Tu és forte, mas teu amor é mais". Fim.

sábado, 30 de julho de 2011

finalmente.


A gente quebra, troca, enjoa, conserta, machuca, ignora, desamassa. A gente procura problemas, esquece essências, desaprende o que é prioridade, perde tempo com futilidades. A gente vive na mesmice, vive no acaso, na confusão ou na rotina, cada vez mais egoístas, cada vez mais materialistas. O mundo te faz parar um dia, a vida te abre os olhos no outro e você esquece com o tempo. O buraco tá bem a frente e você cai porque tem o queixo erguido demais, os olhos embaçados demais, os ouvidos selados demais. Descobre-se então, vulnerável, dependente, tão pequeno. Descobre-se, finalmente, tão humano.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quando chegar.


No dia que ele entender o quanto significa cada segundo pra mim perto dele, vai fazer questão de permanecer, sempre que puder, ao meu lado. No dia que ele perceber que o meu humor fica ótimo após horas da sua atenção, vai se dar conta que os minutos das ligações a noite ainda são poucos, e que um dia na semana não é nada. No dia que ele compreender a agonia que sinto quando não tem tempo pra mim, vai começar a agendar antecipadamente meu horário da semana, nossos dias de namoro sem fim. No dia que ele for capaz de absorver a mulher infinitamente gigante e insaciável que existe aqui dentro, e no quanto ela precisa que ele se esforce pra dar conta, perceberá, finalmente, que estou longe de ser igual a maioria, que precisa valorizar a oportunidade que lhe foi dada. No dia que esse dia chegar, eu estarei na porta para ter a certeza de que o que eu tanto esperava, finalmente, aconteceu. Isso é... se esse dia chegar.

Só queria.


Eu só queria que dias iguais a esse se repetissem pelo resto da vida.  Eu só queria que toda noite eu pudesse cuidar de você, te encher de beijos e te obrigar a vestir uma camisa antes de dormir pra não adoecer. Eu só queria madrugadas quentinhas, minha cabeça no teu peito e teus beijinhos na minha testa. Eu só queria outras manhãs em que o despertador não fosse capaz de nos desprender, que o meu sono atraísse o teu e que o frio fosse meu amigo na aventura de buscar cada vez mais o calor do teu corpo. Eu só queria esses momentos mágicos, lindos, meus, nossos, a todo instante. Eu só queria não ter essa necessidade que pulsa tanto. Eu só queria que o meu querer não tivesse esse infindável gostinho-de-quero-mais. Sim, eu só queria.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Meu grande (e antigo) amor!



Eu que estive tão ausente, tão indiferente, tão egoísta, ganhei de presente um amor. Um amor tão grande, resistente, bonito e antigo. Um amor que já me trouxe risos, surpresas e uma felicidade capaz de preencher uma vida inteira. Um amor desses bem completos, que te fazem ir do céu ao inferno em poucos minutos. Meu amor veio quando eu já não o esperava mais e mostrou que valia a pena tê-lo comigo mais uma vez. Ele me rodeou, me mimou, me cuidou ao mesmo tempo em que eu o evitava, torturava e magoava sem pesares. E a medida em que eu partia, o meu amor se aproximava sem hesitar, me deixando sem saída, me fazendo repensar. Ele, o meu amor, me amou quando eu já havia me adaptado a não amá-lo, sentiu minha falta quando eu já não mais sentia necessidade de tê-lo comigo e pôde, dessa maneira, compreender o quanto havia me perdido e o quanto meu sentimento havia se modificado, enfraquecido - talvez. Meu amor, meu grande amor, meu eterno amor, resgatou a esperança perdida a cada lágrima caída há alguns meses. Resgatou o lado bom que, de alguma forma, eu sabia que ainda estava em mim. O meu amor me perdeu e me ganhou, me feriu e me curou, me amou e me amou. E, no que depender de mim, continuará amando.

domingo, 24 de julho de 2011

Essas coisas...




Homem tem dessas coisas. Na hora da conquista se desdobra, paga pau, manda flores e fica tão presente que chega a sufocar. Ele te liga todos os dias, manda mensagem de hora em hora, não dorme antes de te contar seu dia e saber se você ta bem. Homem que é homem tem dessas coisas quando você o desperta interesse. Ele te leva àquele restaurante que você adora pelo menos uma vez na semana e te faz assistir todos os filmes em cartaz, porque ir ao cinema sempre os faz parecer mais casal. Ele te chama de linda, fala bem da sua roupa e até elogia seu comportamento independente, instável e, por vezes, prepotente. Todo homem – “daqueles” - tem dessas coisas. Ele te faz rir vinte quatro horas por dia, te abraça quando você faz bico e te aquece se uma brisinha ousada resolver te tocar. Ele promete te entender, jura ser fiel desde a eternidade e avisa sentir ciúmes moderadamente. Ah, todo homem que é homem (e “daqueles”) tem dessas coisas! Ele faz carinha de pidão, dá aquele sorrisinho de derreter e te enche de promessas. Nada de mistérios, nada de rodeios... Todo homem que é homem tem dessas coisas porque sabe que toda mulher que é mulher tem habilidade de acreditar mil vezes na mesma história e fantasiar que a cada algo novo uma mudança acontecerá. Acreditar que o Pedro, mesmo depois de ter sacaneado com a Raquel, a Luana, a Pricila e tantas outras, vai mudar justamente porque ela chegou, a mulher igualzinha a todas as outras mulheres... e que com ela é diferente porque simplesmente não existe razões para não ser. Acreditar que aquela noite em que ele não apareceu e a deixou plantada já está devidamente explicada e deixada para trás após a noite seguinte em que ele chegou com mimos e afagos cobertos de desculpas de última hora. (Mania de) Fraqueza. Conformismo. Ilusão. Porque toda mulher que é mulher, e não precisa ser “daquelas”, tem dessas coisas!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

sete dias.



Amigos, reaproximação, brincadeira sutil, resposta seca, aflição, questionamento, fuga, frio na barriga, surpresa, risos, escolha, volta por cima, paciência, firmamento, razão, palavras, abraços, chuva, quarto novo, frio, meias, cobertor, uma cama, calor humano, resistência, inquietação, entrega, bom dia, comidas, massagem, brincadeiras, intimidades, carteira, comentários, lembranças, cuecas brancas, calcinhas pequenas, liberdade, autocontrole, crises de riso, outras noites, calores, segurança, querer bem, relembrar sem dor, fingir não sentir, achar que passou, furacão, traiçoeiro, bobo, como antigamente, até partir, até torturar, até causar. Mais uma vez, saudade.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Clarear - Pra continuar a jornada!



Ainda que em prantos, não posso deixar de escrever aqui o tapa na cara que acabo de levar. Perdemos tanto tempo reclamando por futilidade, achando que nossas dores são as maiores do mundo, questionando a reciprocidade de meras relações mundanas. Mas a vida, gente, é bem mais que isso. O sentido da vida está na simplicidade, na ternura, na inocência que nem sempre enxergamos. Mas ao olhar mais uma vez pra Clarinha, ainda que por foto, e ao saber da caminhada que não tem sido fácil, ainda que por textos, eu pude mais uma vez compreender o quanto temos sido egoístas.
Clarinha é doce, meiga, terna e muuuito inteligente. Quem a conhece e tem a felicidade de tê-la por perto sabe o presente que é ela para esse mundo tão cheio de falhas. Uma princesinha tão meiga, pequena, doce e, principalmente, forte. Uma princesinha de Deus. Um anjo de Deus. Porque é impossível olhar pra Clara, saber da sua vida e não sentir-se perto de Papai do céu. É impossível não notar a fé, a força, a pureza que são, sem dúvidas, dádivas de Deus atribuídas a ela. Mais uma vez eu fico emocionada com a sua história, mais uma vez eu sinto-me crescer espiritualmente. Não consigo encontrar uma palavra certa pra descrever o que sinto agora, já que a tenho também como família, já que ela é prima da minha melhor amiga e a família da minha melhor amiga é e sempre foi minha segunda família. Mas mesmo com o coração partido ao saber dessa última notícia, fico feliz em ter certeza que ela nunca estará sozinha, que ela não poderia ter ao seu lado pessoas melhores como Kel, Adilson e Amanda e uma família tão linda e unida. Fico feliz porque tenho certeza que Deus nunca a desamparará e que Ele tem um propósito para todas as coisas abaixo do céu. 
Estou torcendo com todo meu coração pra que essa campanha dê certo: http://www.oprojetoclarear.blogspot.com (:

"Lindas não são as pernas que possivelmente terias, lindas são as asas da imaginação e do bem que Deus te deu para voar... Felicidade vem de dentro!"

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vai (me) entender...



Seja como for, alguma coisa aqui dentro mudou. Desde o dia em que minha vida desmoronou e eu, sozinha, recolhi todos os cacos. Por descuido, seu descaso me atingiu em cheio derrubando as muralhas que me mantinham protegida. Por descuido, sua infantilidade assumiu todas as rédeas e desviou nossos caminhos. Naqueles dias eu estive perdida e, como todos diziam, o oposto do que sou. Ao aprender a viver com ele, eu desaprendi a viver comigo. E certas lembranças ainda machucam, muitas delas insistem em permanecer, torturar, se fazer presente. O casulo que virou meu quarto, o rio que transbordou meu travesseiro, o branco dos olhos que deram lugar ao vermelho, ao vazio. Trago em mim detalhes passados que talvez não sejam esquecidos mais nunca, detalhes que são na verdade cicatrizes, cicatrizes que, por sua vez, não me permitem fingir que nada aconteceu. E hoje, quase um ano depois de tudo que aconteceu, vejo ele voltar. E isso era tudo que eu pedia a cada noite antes de dormir, mesmo sem forças, mesmo desacreditando, mesmo sem perceber que no fundo eu já não mais queria. Ter ele aqui, em mim, enfim, foi tudo que eu desejei... mas que agora, não sei. A confusão que todo esse retorno tem me causado não estava nos meus planos. Torci para que quando esse dia chegasse estivesse aqui um alguém decidido e com uma resposta na ponta da língua - independente de ser um sim ou um não - mas decidido. Esperava meu sorriso sincero e sutil sem que fosse preciso complementos. Tudo que eu sempre desejei aconteceu, eu só não sei o que fazer com tudo isso porque eu não estava preparada, eu não esperava. Eu me preocupei tanto em ser melhor para mim, em ser mais esperta, mais fria, mais calculista (como era antes de começarmos) que toda essa mudança me fez virar a página ou achar que virei. Eu não sou mais a mesma, ele também não é e eu, por alguma razão, não sei se isso é bom ou ruim. Ainda acho que possamos ser feliz de novo, mas os detalhes, ou melhor, as cicatrizes me fazem olhar em volta antes de dar um passo a frente. Me fazem questionar a todo momento se vale a pena arriscar. E olha só, depois de tanto tempo tentando reerguer minhas muralhas, chego a conclusão que é ele, talvez, que esteja faltando para fazê-la erguida e completa. Ironia da vida. Vai (me) entender?!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Até quando?





Toda mulher trás consigo, ainda que seja intimamente, um bem-querer que lhe toma o corpo, um alguém que lhe tire o sono, um destinatário para as mensagens antes de dormir. Toda mulher tem em si o desejo, ainda que negado ás vezes, de ser e sentir-se amada. Se possível, e não menos importante, por muito tempo. Porque não é fácil ver sua vida maravilhosa desmoronando sem aviso prévio - e falo por experiência própria. Sendo assim, de qualquer forma, toda mulher guarda no peito a esperança de um dia encontrar alguém que além de lhe tirar o sono, proporcione em grande escala a sensação de estar protegida, estável e tranquila. 

Seria bonito, simples e prático se as chances de se conseguir tudo isso não fossem quase nulas. Isso porque você sabe o que todo homem idiota (noventa por cento deles) trás consigo, deseja e guarda no peito? O agora, que por algum motivo que só eles entendem, se não for vivido intensamente, loucamente, infantilmente e sem escrúpulos não faz sentido. O desejo insaciável de ceder (sempre que surgir oportunidade) aos desejos da carne. E a esperança, no fundo do peito, que a sua mulher otária , cheia de sonhos e desejos, igual a toda mulher, nunca descubra!

Então, numa maneira clara e simples: até quando serás igual a toda mulher?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Eu sempre acreditei no amor!



E quer saber? Eu sempre acreditei no amor. Sempre acreditei que as inúmeras desvantagens de senti-lo se anulam aos sabores que é gostar de verdade e com todas as forças de alguém. Ainda que esse alguém não seja merecedor desse amor, ainda que esse alguém não sinta o mesmo por você, ainda que esse alguém não saiba. Sempre me perguntei se existe algo pior do que se sentir vazio. Porque o amor, em si, não permiti isso. O amor trás a tira-colo vários sentimentos, desejos e (por que não?) repulsões. Uma mistura de sensações a todo momento. Mistura que te faz alternar da maior raiva do mundo à paz universal em poucos minutos. Se existe amor, basta uma amiga muito bonita, uma ligação esquecida ou uma noitada com os amigos para a raiva aparecer. Em contrapartida, se tem amor, basta um beijo, um abraço, um toque ou um sutil pedido de desculpas com um sorrisinho de canto para a alegria transbordar e a raivinha passar. E que graça teria viver sem nada disso? Que graça teria não ter por alguém um sentimento que te faz sentir-se vivo?

Eu sempre acreditei no amor porque sempre acreditei que saberia amar. Eu nunca me enganei!

turu turu



Tem que martelar, tem que confundir, tem que desviar. Como algo que vem e vai, como algo que corre e para sem avisar. Às vezes na rotina, às vezes no acaso. Em linha reta ou em círculos. Lhe tira o controle, o faz progredir e regredir. Tudo ao mesmo tempo ou quase sem tempo. Nada de padrões, nada de roteiros, nem caminhos mais fáceis. Existe algo mais contraditório, complexo, efêmero e sem nexo que o coração da gente?

O amor vem de amor.



Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força, deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. Amor vem de amor. E dói bonito. (Juliana Brina)

domingo, 3 de julho de 2011

o TEU nome. II




Sabe o pintor mais que provisório da minha academia que usava uma camisa com teu nome em letras maiúsculas e negrito, que eu falei em um dos últimos textos? Ele resolveu ficar por lá. E agora, todos os dias, meu pensamento vai até você.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O inverso que não volta.




Não era pra doer, incomodar, sufocar, interferir, mudar, angustiar, acabar, apagar, desorientar, torturar. Era pra ser leve, tranquilo, indiferente, corriqueiro, complemento, acaso, um caso, um modo. Era pra ser nós dois, tão amigos, tão queridos e (por que não?) tão íntimos. Era pra ser como achávamos que seria e não isso que se tornou. Não esse nó na garganta de querer algo e não saber o que é, por que é e se de fato se quer. Não essa velha necessidade de querer conquistar multidões, se sentir aceita, ser olhada como a mocinha que salvou o vilão, sentir-se amada. Mas ficou tudo tão complicado de entender, ficou tudo tão diferente do que era. E não tinha que ser assim, não devíamos estar agindo assim, você não devia ser tão solto assim, não, não devia. E agora fica essa angústia, essa interrogação, essa confusão por dentro, esse não-querer-te-querer com o mas-eu-to-te-querendo. Ficou o lembrar daquele beijo que complicou tudo porque era pra ser só a diversão, era pra ser só a confirmação de todas as nossas brincadeiras, era pra ser tudo que não foi, o inverso do que ficou, o inverso do que se transformou. Era pra ser você e eu e não mais esse caso complicado que só um lado se preocupa. Era pra ser o inverso de nós dois só por um momento e a retomada do que sempre fomos no momento posterior. Mas nós dois não retornamos e, talvez, fiquemos por lá.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

o TEU nome.


E sabe qual a novidade agora? Tudo tem seu nome. É, pode rir. É para rir. Até eu tenho sorrido a cada nova aparição inesperada e involuntária tua. E sabe, eu fico pensando, isso é coisa de quem? Que brincadeira sem graça da vida, não? E não é frescura, exagero ou drama. A questão é que agora o armazém tem seu nome, o lava-jato também, os entrevistados de programas quaisquer, a criancinha trelosa que obriga a mãe a chamá-la trilhões de vezes ao pé do meu ouvido, aquela loja de cerâmicas e o pintor (mais que provisório) da academia que eu malho a tempos carregando uma blusa com o TEU nome em letras de fôrma, maiúsculas e negrito. E diante disso tudo, a minha unica certeza: te esquecer tá difícil pra caralho, viu? Cadê o "vai passar" de meses atrás? Cadê a distância que eu prometi a mim mesma e não consigo cumprir? Cadê a Thaís tão cheia de egoísmo no quesito amor? Onde foi parar meu ego, meu dengo, meu 'foda-se'? Num momento em que tudo tem se perdido, a unica coisa que tem ficado intacta tem o teu nome. E olha só, é você!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Saudade do seu eu em mim.




Engraçado como eu sempre acho que estou me libertando e você ressurge nos meus pensamentos como que de sobressalto, em lugares inesperados, horários tão meus e em momentos que nunca foram nossos. Sim, porque era você e eu em situações divertidas, camas de solteiro, beijos para sufocar, mensagens as sete horas da noite ou ligações as dez. Nada se parecia com você as nove horas da manhã em um curso de inglês ou ao olhar meu sapato preferido que [agora] me lembra uma roupa que me lembra uma viagem que me lembra você. Nessas horas eu consigo sentir raiva de mim por não saber, ou melhor, não compreender o quanto isso só tem significado pra mim. E me parece infinitamente distante aceitar que você tem vivido como se eu nem ao menos tivesse balançado sua vida por alguns dias, a ponto de me convencer que, aja o que houver, eu permanecerei atenta até o momento em que você perceba as escolhas erradas que tomou um dia e na pessoa que deixou pra trás sem reclinar. Ainda que as duvidas me rondem e eu, por alguns instantes, acredite que esse arrependimento jamais acontecerá, existe algo em mim que me diz pra ser forte porque nada tão intenso pode acabar assim, nada tão mal acabado permanece de fato acabado e ninguém tão efêmero permanece efêmero para sempre. E é por isso que eu tenho te visto agir, pensar e ir sem nada dizer, sem tentar te fazer compreender o quanto não tem sido você mesmo. E ao pensar nisso meu peito aperta de saudade. Saudade daquele sinal tão seu, daqueles risos tão nossos, daqueles 'vou dormir' tão mal cumpridos, do seu jeito tão 'nem ai' pra opinião dos outros ao teu respeito e a tuas escolhas. E eu lembro do dia em que você me viu chorar, tão lindo se não fosse trágico. Frases como 'eu quero ficar com você, quero muito ficar com você!' que eu jamais vou esquecer. Teu rosto tão íntimo, tão único, tão diferente do que todos são acostumados a ver. Ficou em mim a sensação do inacabado, o desejo pelo o que poderia ter sido e não foi, a saudade do meu eu em você e do seu eu em mim. Ninguém pode negar o quanto soubemos nos encaixar, o quanto soubemos nos preencher e no quanto pareceu tão verdadeiro. Suas palavras por vezes tão inesperadas e meu desejo de que todas fossem verdade... mas que de nada adiantou. E hoje, pela milésima vez, escrevo aqui sobre você e a tortura que tens me feito viver. Mas aqui dentro, bem no fundo, fica a vontade de que tudo isso e você não passe. Uma vontade de que você ainda possa me dá vários motivos pra escrever aqui e, claro, que alguns deles sejam bons. Algo aqui me diz que dentro de alguns dias, ou melhor, meses, você me dirá que nada escrito aqui agora faz sentido. Mas se fizer, mas se não for, mas se não disser... do que importa? Tu estarás aqui.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O velho lema.




Eu e essa mania chata de achar que posso controlar tudo. Eu que dizia que era uma besteira, que você não me ganharia e que eu estaria indisponível, mesmo sem querer, do mercado das paixões fáceis. Bastou um beijo, um toque, um ato, e olha pra mim. Boba! E talvez você nunca compreenda o por que d'eu estar agindo assim. Talvez você nunca consiga entender o significado que a sua chegada teve pra mim. E eu queria te olhar nos olhos e dizer tudo que tenho pensado nos últimos dias, nas últimas horas. Eu queria ter a oportunidade de lhe deixar saber que não é por acaso que tenho pensado em você, sonhado com você e me entregado aos teus beijos em todos nosso encontros. Mas sabe, você não parece esperto o bastante. Você não tem me dado atenção, não tem me procurado ou se quer pensado em mim. Você tem ido pra longe e dessa vez eu não vou te buscar. Depois de meses, a unica vez que deixei me levar por alguém foi com você e quer saber? valeu. Mesmo que você tenha provado por A + B o quanto não me merece e o quanto é infantil, eu pude tirar de mim o medo de não conseguir me entregar mais nunca a alguém. E mesmo que tenham caído lágrimas por você não ter sido quem eu queria que fosse, as esperanças em mim se renovaram. Então olha, mesmo você sendo tão infinitamente burro, metido a garanhão e (por que não?) vazio, foi por sua causa que voltei a me sentir vulnerável aos sentimentos.  Foi ao encontrar alguém tão menino que eu pude (re)descobrir a mulher que sou. E não precisa sentir-se culpado, frustrado ou qualquer outra coisa do tipo hoje (ou amanhã), sentimento não se pede, não se cobra, não se escolhe. Eu já aceitei o fato de que não é necessário que você se apaixone por mim pelo mesmo motivo que fez com que eu me apaixonasse por você. São pessoas diferentes, intensidades (internas) diferentes e o velho lema: ou toca ou não toca!

De mal com o mundo.




Não tão raro, acabo me pegando assim. Impaciente, irritada, abusada, de mal com o mundo. Ou com a metade dele. Não demora e eu me descubro deslocada, diferente, fora de sintonia. As pessoas parecem resistir ao tempo, ao fato de que precisam amadurecer, que precisam cuidar de verdade de si sem que seja preciso que alguém mande pela milésima vez cuidar da sua própria vida. Essa necessidade desenfreada de acompanhar cada passo das pessoas que de certa forma interferem na sua vida, ou que acham que interfere, é desgastante para os dois lados. A diferença é que pro desocupado em questão, a ficha só cai depois. É como viver em um ciclo onde tudo se repete, tudo, tudo. As mesmas pessoas, as mesmas atitudes, a mesma falta do que fazer e a minha vida em questão. Renovar, abrir a cabeça, encher-se de idéias, crescer, viver. Viver pra você, pensar (apenas) em você, se permitir. É disso que estou falando, é disso que as pessoas estão precisando. Mas quando se darão conta? Até quando continuarão sugando o prazer dos outros? Quando me permito crescer me pego maior do que mais da metade das pessoas que me rodeiam. E compreendo que enquanto elas não se permitirem crescer a unica saída é deixá-las para trás.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sem Fronteiras




A sensação de que estar tudo errado sempre volta. Volta depois de um dia produtivo, volta depois de ter recebido uma ligação e uma mensagem após dois dias distantes, volta depois de ter dormido e acordado pensando nele, volta (inclusive) depois de ter lhe dado beijos poucas horas atrás. E de tantos altos e baixos nessa relação, até quem sabe de tudo já o tira da linha da minha vida ou pelo menos aconselha a tirá-lo. É difícil quando tudo que ele tem não parece estar ao seu alcance ou o quanto tá na cara que a consideração por você não é tão grande quanto a sua por ele. Mais difícil é aceitar que essa esperança, em que tudo que falam a respeito do 'não foi feito pra da certo', seja falácias e nada além disso. Afinal, quem sabe do futuro? Qual a lei que determina se servimos pro outro ou não?Não vai dá certo e só? Ok, ta pesado demais, to engolindo sapos demais, to tendo muitos momentos de escanteio por causa dele. Mas no fundo, bem no fundo algo me diz pra ficar e não baixar a guarda. Ta doendo, mas não tá matando. To viva e, enquanto isso, suportando.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tá faltando você!




E afim de seguir o critério ‘nós dois’, mais uma vez estou aqui perdida sem saber o que estamos fazendo, mais uma vez estou aqui me torturando para não te procurar, e mais uma vez tenho jurado que não vou me preocupar porque o que tiver de ser será. Prefiro acreditar que dessa vez vai ser mais fácil e que não vai adiantar você me ligar as onze horas da noite, quando eu já me dei por vencida, dizendo que ta com saudade e me quer por perto (quando muito). Isso porque nas ultimas vezes só a voz mansinha do outro lado da linha bastou pra que eu fosse dormir feliz e conformada. E ao escrever isso eu lembro a ultima vez que você ligou cheio de preocupações, isso porque o seu estava na reta, e me fez ficar pior do que estava desde o dia anterior. E quer saber? Esse seu egoísmo tem me cansado. Pra ser sincera, só por causa dessa paixãozinha incontrolável tenho permanecido aqui. Eu tenho engolido muitos sapos pra ter você e o máximo que tenho conseguido são seus beijos e carinhos em momentos escondidos e confusos. Não ta fácil continuar compreendendo (ou achando que compreendo) todos seus medos e tudo que tem nos feito agir assim: superficial, esquematizado, diferente do que somos. Você não sabe, mas pra aceitar essa necessidade de te ter comigo eu evito a cada dia lembrar de tudo que já passei, dos tantos trancos que a vida me deu. Porque você me deixa insegura, você não entende que a dificuldade não é só sua, você não faz acreditar que é sincero o que sente por mim, ainda que diga a todos que é. O máximo que eu consegui de você foram poucas frases que me custaram a dormir, foram mensagens que me fizeram sorrir e alguns dias pra guardar na memória. E eu não tenho te pedido mais que isso, eu não tenho te exigido exclusividade, eu só tenho tentado te fazer entender que é aqui o teu lugar. Mas você não entende. E vai chegar o dia em que você vai olhar pra trás e ver que teria acertado  ficando aqui, vai chegar o dia que você vai me procurar dizendo que quer uma chance pra consertar todos os buraquinhos que tem feito no meu coração, vai chegar o dia, e eu sei que vai, porque é sempre assim. Todos que eu tive certeza que não voltariam, voltaram . Só ta faltando você. .

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Paralelos Incertos




Eu sei que ele sabe que nós formamos sim um belo casal. Eu sei que, assim como eu, ele pensa em nós dois antes de dormir. Sei que independente dessa divisão de carinho o que eu sinto por ele continua aqui. Mas será que ele sabe o quanto eu tenho custado a dormir por sua causa? Sabe dos pesadelos que ando tendo desde que ele foi embora? Será que ele faz idéia do quanto eu torço a cada minuto pra que ele ignore meu pedido de distância com uma mensagem, ligação ou recado que me faça sorrir? Será que ele ainda vai se tocar do quanto tem sido burro me deixando partir, me permitindo tentar lhe esquecer? Não sei... mas eu vou por ai fingindo que comigo está tudo bem, fingindo que vai ser fácil esquecer todos aqueles momentos - das briguinhas bestas as reconciliações inesquecíveis -  e pedindo a Deus pra que ele também esteja fingindo que não se importa com nada que eu faça, diga e sinta. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Você tem me ganhado, baby.



E ontem eu passei o dia todo pensando em você, pensando em porque as coisas andam complicadas se eu sabia que seria complicado de qualquer forma e não evitei. Pensando no porque de mesmo sabendo que seria impossível qualquer futuro ao teu lado eu continuei agindo sem pensar, continuei te levando aqui dentro. Fiquei me perguntando onde estava com a cabeça, não só quando te dei o primeiro beijo, mas quando fiz por onde acontecer mais centenas deles. Eu tenho consciência de que essa paixãozinha já já passa, mas fico em dúvida se é uma forma que encontrei de me acalmar teoricamente. Ai você some, some, some e eu sinto sua falta, mas vivo como se nada tivesse acontecendo. E suspiro pelos cantos, e escuto músicas nossas pelos cantos, e lhe ouço em várias frases dessas músicas, e e e.. te sinto perto. Daí você aparece, eu suspiro, você me procura, eu suspiro, você me chama de linda e cara, você me ganha mais. A gente conversa vinte minutos como se houvesse alguma chance de ficar bem, de ficar perto, de se querer... mais uma vez. Mas depois você que me deu todas as certezas de que estava com saudades, transforma em incertezas todos esses dias que passaram, todos os outros dias que passaríamos, todos os seus quereres. E eu repito pra mim (pela milésima vez) o quanto você merece que eu lhe ignore, o quanto você merece a minha frieza, o quanto você não me merece. E eu ME prometo não lhe ligar mais, não lhe encher de mensagens, passar o próximo dia sem dar sinal de vida.. não só o próximo, todos os dias daqui em diante. Isso mesmo! Mas aí você vem e coloca no final da frase o 'meu amor' e eu me sinto reduzida, eu me sinto derretendo, eu me sinto idiota, boba... boba como há meses não me sentia. E olha, você tem me apaixonado. Olha aqui, presta atenção, tem ficado pesado pra mim esse jogo. Eu sou marrenta, sou chata, sou adulta, mas você tem me feito tão boba, boba, boba que eu tenho perguntado as minhas amigas se elas conseguem amar uma idiota. Eu juntei todas as forças e ignorei o fato de você ter me ignorado pela ultima vez do dia - me deixando no vácuo. Juntei todas as forças e parei de escutar Djavan, Banda Eva e Nando Reis que lembram tanto você. Me torturar pra que, né?! Vou dormir, dormir, dormir e 'eu gosto tanto de você que até prefiro esconder..' você ligando, ligando, mensagem, ligando e eu finalmente acordo e são quatro horas da manhã. A circunstância da ligação é ilária, impossível não sorrir. E a sua voz no outro lado me chama de 'amor' e eu me sinto a pessoa de repente mais feliz e linda do mundo. E você diz que me queria ali, você diz que sou eu que tô faltando. E eu sei que isso não vai impedir que você me ignore quando o resto do dia chegar, sei que não vai impedir que no fim da noite só eu fique sentindo a falta de alguém.. e mesmo assim começo a sorrir. Você que tem tudo que eu não posso desejar na minha vida é ironicamente a unica coisa que desejo hoje. Eu sei que você não poderia ficar aqui, eu sei que eu não poderia ficar ai, mas eu adoro fantasiar um nós dois onde só existe um. E a ligação acaba, eu não durmo... volto a me perguntar onde tá minha cabeça, e são várias perguntas, várias. Mas sabe quando eu me calo e me acalmo? quando lembro nós dois naqueles dias, no quanto rimos juntos, no quanto nos curtimos, lembro das vezes que todos diziam o quanto nós eramos parecidos, em como daríamos certo. E apesar dos pesares, eu entendo o porque dessa confusão. As coisas foram intensas, né? Não se pode esperar que o coração resista a intensidades. E só assim eu durmo.